Agosto dourado: bancos de leite possuem papel fundamental nas unidades neonatais

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Fortalecimento e apoio à amamentação é essencial para mãe e bebê

BIANKA MACÁRIO

 

O mês de agosto é marcado por ações que visam o fortalecimento do aleitamento materno. Dessa maneira, os bancos de leite têm papel fundamental para atender bebês que por algum motivo não podem ser amamentados.

Em Mato Grosso do Sul, são 5 bancos de leite, sendo 4 em Campo Grande e 1 em Dourados. Atendem bebês da unidade neonatal, que nasceram prematuros, isso antes de 37 semanas, ou por algum motivo necessitam de cuidados da unidade.

“Quando nascem prematuros, dependendo do estado clínico as mães não conseguem amamentar e muitas não conseguem produzir leite”, enfatiza Vanessa Torres, nutricionista responsável pelo banco de leite da maternidade Cândido Mariano e presidente da comissão de bancos de leite do Estado.

É importante salientar que as doações são essenciais para que os bancos consigam atender os bebês com leite materno. “Necessitamos das doações das mães que já estão em casa, que conseguem amamentar, o leite excedente é doado para fazer o processo de pasteurização para atender os recém-nascidos da unidade”, comenta.

O primeiro alimento para os bebês é composto por todos os nutrientes necessários de forma exclusiva nos seis primeiros meses. “O leite humano é padrão ouro de qualidade, então ele atende tudo o que o bebê precisa, principalmente o prematuro, principalmente para o fornecimento de bactérias boas, maturação, parte gastrointestinal, enfim para toda a recuperação”, afirma a nutricionista.

Aleitamento

O aleitamento é recomendado até os dois anos ou mais e de forma exclusiva até o 6º mês do bebê e deve começar logo após o parto.

“O recomendado é que já se inicie a amamentação dentro de sala de parto, ainda na primeira hora de vida do bebê, pois isso ajuda a mãe a ter leite mais rapidamente, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia pós-parto e também fortalece o vínculo afetivo da mãe com o bebê”, destaca o pediatra e professor da Uniderp, Walter Peres.

É importante lembrar que se trata de um momento de adaptação e que, assim como para o bebê, para a mãe pode ser uma atividade exaustiva nas primeiras semanas e exige persistência.  “Muitas sofrem com dores e ferimentos nas mamas e tendem a acreditar que não conseguem seguir adiante nesse momento de mãe e filho, tão sonhado durante a gestação”.

O especialista destaca que é preciso atenção com o que é consumido pela lactante. O cuidado com a hidratação deve ser redobrado, já que a parte líquida do leite é produzida a partir da hidratação da mãe. “A mãe deve ter o cuidado de consumir uma média de 3 litros de água por dia enquanto estiver amamentando, para garantirmos uma boa produção de leite materno”, conclui.

Edição: Pedro Lopes

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