Bolsonaro rebate fala de Fachin e quer encontro com embaixadores sobre eleições

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Presidente criticou declarações do ministro do TSE nos EUA a respeito de suposto risco de atos golpistas ligados ao pleito

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou as declarações de Luiz Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre temores de atos golpistas no país e disse que pretende convidar embaixadores estrangeiros para apresentar dados sobre a segurança das eleições. As declarações aconteceram durante live semanal a apoiadores, na noite de quinta-feira, 7.

Também na quinta, Fachin participou de evento nos Estados Unidos e manifestou temor de que o Brasil enfrente episódio semelhante à invasão do Capitólio. O ministro do TSE se referiu ao caso de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Congresso norte-americano durante a sessão conjunta que confirmaria a vitória do democrata Joe Biden nas eleições locais.

“Eu não sei por que algumas pessoas vão para fora falar mal do Brasil. Eu pergunto: teve alguma ação minha contra o Estado brasileiro?”, afirmou o presidente.

“Se ele (Fachin) fala isso, ele tem certeza de que o candidato dele, que ele tirou da cadeia, que é o Lula, vai ganhar”, acrescentou, em referência à decisão do ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2021 anulou as condenações do petista relacionadas à operação Lava Jato.

Em resposta às declarações de Fachin no exterior, Bolsonaro disse que pretende oferecer a sua visão sobre a transparência do processo eleitoral brasileiro a embaixadores estrangeiros no Brasil.

“Será um convite a todos eles. O assunto será um PowerPoint, nada pessoal meu, para nós mostrarmos tudo que aconteceu nas eleições de 2014, 2018, documentado, bem como essas participações dos nossos ministros do TSE, que são do Supremo, sobre o sistema eleitoral”, declarou.

“Vamos marcar para, na semana que vem, eu conversar com todos os embaixadores aqui no Brasil. Será um convite para todos eles.”

Durante a transmissão de quinta-feira, Bolsonaro também criticou o acordo recentemente firmado por Fachin para que observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) participem da fiscalização das eleições de outubro.

“Vem observar o que aqui? Eles têm acesso ao programa? O que eles vêm fazer aqui? Dar um ar de legalidade ao processo?”, questionou.

De acordo com o TSE, as urnas eletrônicas são auditáveis antes, durante e depois das eleições. O Tribunal defende que o sistema é utilizado desde 1996 sem nenhum incidente relevante.

Assim, com tensão crescente, governo federal e TSE ganharam uma oportunidade de se entenderem sobre as eleições por meio de um convite do Senado. No dia 14 de julho, a Comissão de Fiscalização e Controle vai promover um debate sobre o pleito, com convites ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e para Alexandre de Moraes, que vai presidir a Corte eleitoral a partir de agosto.

(Com informações do site Redação Oeste)

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