Vereador que perdeu o mandato por causa de 40 litros de gasolina tem recurso negado

0

Ataíde Feliciano da Silva perdeu mandato por acusação de compra de votos, ao fazer 2 doações de combustíveis a eleitores

Por unanimidade, o plenário do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) manteve a cassação do diploma e do mandato de vereador de Ataíde Feliciano da Silva, que havia sido eleito em 2020 em Ribas do Rio Pardo, a 96 quilômetros de Campo Grande, ao disputar a eleição pelo PSC.

Ataíde foi acusado de captação ilícita de sufrágio, a popular ”compra de votos”, ao oferecer combustíveis para eleitores do município, e perdeu o mandato.

O caso foi relatado na Corte Superior pelo juiz Daniel Castro Gomes da Costa, segundo quem ficou plenamente demonstrado que o ex-vereador, com consciência e vontade, e por meio de terceiro, a e entrega de combustíveis a uma eleitora em troca do voto.

A sentença original partiu da 32ª Zona Eleitoral, que acatou parcialmente a acusação do Ministério Público Eleitoral e condenou Ataíde a pagar multa de 10 mil e à perda do diploma de vereador. O réu, que perdeu o mandato, apontou haver “total ausência de prova robusta e inconteste a justificar a procedência da ação e o deferimento dos pedidos”.

Suplente do vereador, Christoffer Jamesson da Silva (PSC) também se manifestou na ação, apontando a inadmissibilidade do recurso e seu não provimento — o que o manteria no cargo.

Consta na denúncia que, antes do primeiro turno, o então candidato e uma cabo eleitoral teriam ido à Fazenda Arara, onde encontraram as mulheres, a quem Ataíde teria perguntado se ela precisava de algo — recebendo resposta afirmativa.

Vereador que perdeu o mandato disse que ‘daria um jeito’ para eleitores

O então candidato perguntou como elas iriam votar, sendo informado que tinham veículo, mas faltava dinheiro para a gasolina. Ataíde, conforme o processo, teria dito que “daria um jeito”.

Em 3 de novembro, as mulheres e o marido de uma delas foram à cidade e entraram em contato com a cabo eleitoral, sendo orientadas a irem a um posto de combustíveis, onde abasteceram 20 litros e o valor foi pago pelo então candidato.

Em 14 de novembro, véspera das eleições, voltaram à cidade e consultaram se receberiam novamente o combustível, recebendo resposta afirmativa. De moto, Ataíde os acompanhou novamente para abastecer, o que foi debitado na “conta” do candidato. Imagens de câmeras de segurança confirmam a acusação.

A sentença foi publicada na edição de segunda-feira (4) do Diário de Justiça Eleitoral do Estado, já disponível para consulta. Cabe recurso.

(Com informações do site Midia Max MS)

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here