Sobe para 17 total de mortos por chuvas no Rio

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Deslizamento mata dez pessoas em Angra dos Reis

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

As chuvas que atingiram o estado do Rio de Janeiro entre a noite de sexta-feira (1º) e a madrugada de sábado (2) deixaram 17 mortos, a maioria no litoral sul. Segundo o Corpo de Bombeiros, o município com maior número de óbitos é Angra dos Reis, onde dez corpos foram resgatados de um deslizamento de terra.

Em Paraty, foram seis óbitos por soterramento. Em Mesquita, na Baixada Fluminense, um homem morreu eletrocutado.

Os bombeiros ainda buscam cinco desaparecidos no sul do estado, sendo quatro em Angra dos Reis e um em Paraty. Um menino, resgatado com vida pelos bombeiros em Paraty, foi internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada.

Segundo a prefeitura de Duque de Caxias, o menino está respirando com a ajuda de ventilação mecânica no Centro de Tratamento Pediátrico.

A prefeitura de Paraty decidiu antecipar o recesso escolar de meio de ano para o período de 4 a 18 de abril. A cidade também cancelou a Fest Juá, o Encontro de Ceramistas e o carnaval fora de época previsto para este mês.

Situação de emergência

A prefeitura de Angra dos Reis decretou situação de emergência no sábado (2), devido a volumes históricos de chuva registrados em 48 horas, em Araçatiba, na Ilha Grande (809mm), e no bairro da Monsuaba (694mm).

O decreto foi reconhecido pelo governo federal em edição extra do Diário Oficial da União ontem. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas, sobrevoou a cidade na manhã de ontem, em um helicóptero da Marinha.

“Com o reconhecimento da situação de emergência, vamos acelerar a liberação de recursos para assistência humanitária, limpeza da cidade e reconstrução de infraestruturas públicas destruídas. Vamos vencer mais este desafio no estado do Rio de Janeiro. Além disso, viemos trazer apoio às famílias enlutadas”, disse o secretário, por meio de nota.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há seis pontos de interdição total na rodovia Rio-Santos (BR-101) em Mangaratiba, Angra e Paraty, devido a deslizamentos de encostas. Na divisa com São Paulo, em Ubatuba, há outro ponto totalmente bloqueado. Há ainda vários pontos com interdição parcial. A PRF recomenda que os motoristas evitem deslocamentos pela região.

Baixada

Outro município que declarou situação de emergência no sábado foi Nova Iguaçu, onde o transbordamento de rios – como o Botas – causou alagamentos em vários pontos da cidade.

Algumas escolas afetadas pela enchente não abrirão na manhã de hoje, segundo a prefeitura. Em Belford Roxo, cidade vizinha, as aulas foram suspensas hoje e amanhã nas redes municipal e estadual.

 

CONTRAPONTO

Da Redação (Roney Minella) – Não precisa ser engenheiro civil para se ter a convicção de que os projetos de saneamento básico, especificamente os de captação de águas pluviais são totalmente falhos, não só no Rio de Janeiro, mas, em outras capitais e grandes cidades do país.

“Rios de dinheiros” são investidos, todos de recursos retirados dos impostos pagos pelos cidadãos, porém, a cada chuva, a tragédia se repete. Os políticos e demais autoridades responsáveis pelo problema permanecem apáticos, sem uma atitude reversa efetiva que aponte soluções para a situação que, infelizmente, se repete com frequência.

Cenas de inundações, deslizamentos, carros sendo arrastados pelas enxurradas, prejuízos financeiros para famílias inteiras e o mais grave: vítimas pagando com a vida a inércia e desgovernança. Está na hora de um levante nacional, para que providências sejam definidas, projetadas e executadas. Afinal, é para isso que são eleitos os governadores, prefeitos e legisladores. Caso contrário, não justifica a presença deles no cenário democrático de direito.

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