Grupo russo fecha compra de projeto de fertilizantes da Petrobras em MS, diz ministra

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O anúncio da compra da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN 3) foi feito pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na manhã desta sexta-feira (4), em Três Lagoas.

g1 MS

A unidade de fertilizantes nitrogenados da Petrobras (UFN 3), em Três Lagoas, a 326 km de Campo Grande, foi comprada pelo grupo russo Acron, conforme anunciado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

A informação sobre a venda foi feita, nesta sexta-feira (4), durante o lançamento de pacotes de obras de R$ 70 milhões para macrodrenagem e pavimentação na cidade ao leste do estado.

“Estou aqui em Três Lagoas e as vezes o Universo conspira ao nosso favor” disse ela. “Acabamos de receber a notícia que a Petrobras concluiu a venda da UFN3 para a Acron e já estamos avançando com o complemento dos entendimentos com o governador Reinaldo Azambuja”, afirmou.

Reinaldo Azambuja já havia adiantado que a negociação para a venda da unidade estava avançada. “Esse empreendimento é de extrema importância para o Mato Grosso do Sul, tanto para recuperação da economia do município como para a autossuficiência que a fábrica poderá trazer em fertilizantes, dado que nosso Estado é dependente altamente deste insumo”, ressaltou.

O g1 entrou em contato com a Petrobras, que ainda não respondeu os questionamentos sobre a venda da UFN3.

A unidade

As obras da fábrica começaram em 2011 e foram paralisadas em dezembro de 2014, quando a Petrobras rompeu o contrato com o consórcio que havia vencido a licitação para a construção, alegando descumprimento do contrato.

Em 11 de fevereiro de 2017, a estatal anunciou que estava colocando à venda a UFN 3 e também da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), que opera em Araucária (PR), como parte da estratégia de desinvestimento da companhia e de saída da produção de fertilizantes no país. Mais de um ano depois, em 9 de maio de 2018, a Petrobras, em comunicado de mercado, informou o início das negociações com exclusividade com o grupo russo Acron pelo prazo 90 dias.

A venda da fábrica, então bem encaminhada, ficou em suspenso, entretanto, em junho de 2018, quando o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu, por meio de uma liminar, o governo de privatizar empresas estatais sem prévia autorização do Congresso.

Ao julgar o mérito da ação sobre o assunto, o plenário do STF decidiu no dia 6 de junho deste ano, manter a proibição para as estatais, mas autorizou as vendas das subsidiárias, as subdivisões dessas “empresas-mães”, sem o aval do Legislativo.

No dia 14 de junho, a estatal comunicou ao mercado a retomada do processo para a venda da UFN 3 e também da Ansa. “Dessa forma, a Petrobras está retomando o processo competitivo para a venda dessas unidades”, afirmou a empresa, acrescentando que “a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria da alocação do capital da companhia”.

A estatal colocou a UFN3 à venda em setembro de 2017, alegando que não tinha mais interesse em seguir no seguimento de fertilizantes. A empresa da Rússia manifestou interesse na compra da fábrica, mas depois desistiu diante do empecilho para o fornecimento do gás natural, que viria da Bolívia. Agora, novamente o grupo finaliza a negociação deste importante ativo estratégico para o desenvolvimento do Estado.

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