O Tribunal do Júri da Comarca de Dourados condenou, nesta quarta-feira (14-10), Cleiton Benites Gomes a uma pena total de 29 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de feminicídio, estupro e tortura cometidos contra a adolescente Karine Ferreira Isnarde, de 16 anos.
A sessão de juri popular, de acordo com o DouradosNews, foi presidia pelo juiz Rodrigo Barbosa Sanches. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant’Anna Pinheiro, e a defesa esteve a cargo da Defensoria Pública.
O crime
Conforme noticiado pelo Dourados News na época, o crime ocorreu na madrugada do dia 10 de dezembro de 2023, na Aldeia Jaguapiru.
Conforme o inquérito policial e a denúncia apresentada pela 14ª Promotoria de Justiça de Dourados, Karine 16 anos e Cleiton, 19 anos na época, ingeriam bebidas alcoólicas na companhia da família da adolescente.
Durante a madrugada, ao se deslocarem até o quintal da residência, Cleiton tentou manter relações sexuais não consentidas com a jovem.
Diante do desentendimento, o acusado apoderou-se de uma faca de cozinha e desferiu golpes na região anal da vítima.
Em seguida, Cleiton esganou a adolescente por asfixia mecânica e deixou o corpo no quintal, próximo a uma moita de capim.
O corpo foi encontrado na manhã seguinte pelo pai de Karine. Lideranças indígenas locais localizaram o suspeito e o entregaram às autoridades policiais.
Na época, o réu confessou os fatos em interrogatório e permaneceu preso preventivamente na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) durante o trâmite do processo.
O julgamento e a sentença
Os jurados do Conselho de Sentença reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes de homicídio qualificado, tendo como as qualificadoras de motivo fútil, emprego de asfixia e feminicídio, estupro de adolescente e tortura.
Na fixação da pena, o juiz estabeleceu 18 anos de reclusão pelo homicídio qualificado, 8 anos e 4 meses pelo crime de estupro e 2 anos e 11 meses pelo crime de tortura, totalizando os 29 anos e 3 meses de reclusão.

