Carga para visitantes será ampliada, enquanto clube paulista mantém mando de campo no duelo pela semifinal da Libertadores
A polêmica envolvendo a presença da torcida do Fluminense no duelo contra o Palmeiras pela semifinal da Libertadores ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (23). O Ministério Público de São Paulo permitiu que o clube paulista aumente a capacidade do setor visitante para 4 mil torcedores para a partida de volta do confronto no dia 21 de outubro, no Nubank Parque, em São Paulo. A medida busca adequar o estádio ao regulamento da Conmebol para esta fase da competição. Em partidas convencionais, o alviverde disponibiliza 2 mil ingressos ao time adversário.
A recomendação foi expedida pelos promotores Roberto Bacal e Daniela Hashimoto, do Juizado Especial Criminal Central. No documento, os representantes do Ministério Público destacaram que não existe um histórico relevante de rivalidade fora de campo entre as torcidas organizadas de Palmeiras e Fluminense, argumento utilizado para defender a presença da carga completa destinada aos visitantes.
Em resposta ao iG, o Palmeiras informou que já está em contato com a Polícia Militar para realizar os ajustes necessários e viabilizar a presença dos 4 mil torcedores tricolores. Com a medida, o clube paulista pode reivindicar reciprocidade no jogo de ida no Maracanã. Com a carga máxima de 65 mil torcedores permitida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, o alviverde teria o direito de receber 10% das entradas (cerca de 6 mil torcedores), de acordo com as regras da Conmebol.

Entenda o impasse
A discussão começou por causa da capacidade do setor destinado à torcida visitante no Nubank Parque. O espaço utilizado normalmente para os torcedores adversários comporta cerca de 2 mil pessoas, enquanto o regulamento da Libertadores estabelece uma carga de 4 mil ingressos para a semifinal, mediante solicitação da equipe visitante. A capacidade total do estádio, superior a 43 mil lugares, não era o principal problema, mas sim a necessidade de oferecer uma área específica e adequada para os visitantes. O Fluminense buscava fazer valer a regra da Conmebol e garantir a carga prevista para sua torcida no confronto.
O regulamento determina que o clube mandante disponibilize um setor exclusivo para a torcida adversária, com condições de segurança e estrutura. A norma também prevê a possibilidade de um acordo formal entre os clubes quando a quantidade de ingressos destinada aos visitantes for inferior ao mínimo estabelecido. Foi justamente essa situação que levantou a possibilidade de o Palmeiras precisar procurar outro estádio para receber o Fluminense, caso não conseguisse solucionar a questão no próprio Nubank Parque.
Com a recomendação do Ministério Público, porém, o cenário mudou. O Palmeiras afirmou que está tratando diretamente com a Polícia Militar os ajustes necessários para receber os 4 mil torcedores do Fluminense. A assessoria institucional do clube também ressaltou que a recomendação foi feita em caráter de exceção e especificamente para essa partida, sem representar uma alteração permanente na configuração do estádio para outros jogos.
Procurado pelo iG, o Fluminense informou que não foi notificado pela Conmebol. O clube entende que o Palmeiras apenas cumpriu a exigência mínima estabelecida pela entidade para fornecimento de ingressos do setor visitante, que, de acordo com o regulamento, é de 4 mil entradas na fase semifinal.

Risco de ficar sem casa para decisão
O impasse dos ingressos deixou o Palmeiras em situação delicada para o confronto contra o Fluminense no Nubank Parque. Antes da recomendação, uma das possibilidades era a necessidade de mudança de estádio caso não houvesse uma solução para ampliar a presença dos visitantes. Agora, com o clube trabalhando junto à Polícia Militar, a tendência é que a questão seja resolvida com ajustes na operação da partida.
O confronto está marcado para 21 de outubro e será o primeiro encontro entre Palmeiras e Fluminense pela semifinal da Libertadores. O vencedor do confronto avançará à decisão da competição. Como mandante da primeira partida, o Palmeiras precisa organizar a estrutura do estádio de acordo com as exigências da Conmebol e as determinações de segurança para receber a torcida adversária.
A recomendação do Ministério Público encerra, pelo menos neste momento, a principal dúvida sobre o local da partid

