MP apreende quase R$ 500 mil durante operação contra fraudes em contratos de tapa-buracos

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Gecoc/MPMS cumpre 7 mandados de prisão contra investigados por desvio de recursos da manutenção de ruas em Campo Grande

 

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã de hoje, terça-feira (12-05), a Operação “Buraco Sem Fim”, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos de manutenção de vias públicas em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

A ação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos.

A operação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em conjunto com o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.

Conforme as investigações, o grupo atuava fraudando medições e relatórios relacionados aos serviços de tapa-buracos e manutenção asfáltica realizados no município. O esquema permitia a liberação de pagamentos por serviços que, segundo o MPMS, não eram executados conforme contratado.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo. Em um dos imóveis ligados a um servidor investigado foram encontrados R$ 186 mil em espécie. Já em outro endereço alvo da operação, os investigadores apreenderam R$ 233 mil em notas de real.

Segundo o Ministério Público, as fraudes teriam favorecido o enriquecimento ilícito dos envolvidos e causado prejuízos aos cofres públicos, além de comprometer a qualidade das vias urbanas de Campo Grande.

As apurações apontam ainda que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões junto ao poder público municipal.

Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça no âmbito da investigação que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos. Os nomes dos presos não haviam sido divulgados oficialmente até a última atualização do caso.

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