Condenação do ex-presidente pelo STF provocou forte reação entre políticos de Mato Grosso do Sul ligados à direita
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte reação entre políticos de Mato Grosso do Sul ligados à direita. Parlamentares e aliados classificaram a decisão desta quinta-feira (11) como injustiça e perseguição.
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) foi um dos mais duros nas críticas. Em publicação nas redes sociais, ele chamou os magistrados da Corte de “criminosos”.
“Depois de muita oração, sou obrigado a dizer: quatro linhas coisa nenhuma! São criminosos! Nos matarão se puderem! REAJAM!”, escreveu.
A notícia com a opinião dos políticos de Mato Grosso do Sul foi publicada pelo site da capital do Estado, topmidianews.
O também deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), vice-líder do PL nacional, afirmou que “quatro homens condenaram o maior líder político da história em 27 anos de prisão” e chamou a decisão de “trama golpista contra milhões de brasileiros”. Ele ainda compartilhou mensagem do deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG): “Seja a extrema-direita que eles tanto têm medo”.
“Quatro homens condenaram o maior líder político da história em 27 anos de prisão. O motivo? Fazer oposição ao sistema corrupto que rege a nação brasileira. Suprema Corte acaba de finalizar sua trama golpista contra milhões de brasileiros”, publicou Nogueira.
Na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Rafael Tavares (PL) repercutiu a manifestação internacional ao repostar mensagem do senador norte-americano Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que classificou o ministro Alexandre de Moraes como “violador de direitos humanos sancionado” e chamou a prisão de Bolsonaro de “caça às bruxas”.
A vereadora Ana Portela também reagiu em tom religioso e de apoio irrestrito. “Único dos 4 presidentes que não foi condenado por corrupção! Um dia marcado negativamente na história. Sabemos que no fim o bem vence o mal e que mesmo que a justiça humana falhe, a de Deus jamais falhará! Estou contigo, capitão, até o fim! Desistir jamais!”.
Em outra publicação, criticou diretamente os ministros. “A realidade é que não existe surpresa. Quem julgava Bolsonaro era nada menos que: amigo de Lula, advogado de Lula, indicada pelo PT e carrasco de Bolsonaro”.
Prestes a se filiar ao PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja não fez declarações pessoais sobre o julgamento, mas compartilhou a nota oficial do partido, assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto. O comunicado classificou Bolsonaro como “um homem honesto que sempre trabalhou pelo bem do povo brasileiro e que liderou um governo sem corrupção”. A nota ainda chamou a decisão do STF de “dia triste”, “injustiça” e “uma das páginas mais sombrias da nossa vida política”.
Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e aliada de longa data do ex-presidente, disse que a decisão foi “uma grande injustiça” e manifestou solidariedade à família do ex-chefe do Executivo. “O presidente Bolsonaro foi alvo hoje de grande injustiça, com pena altíssima! Minha total solidariedade a ele e sua família. Vamos seguir lutando e trabalhando para corrigir esse grave erro”, escreveu.
Decisão
A Corte decidiu por 4 votos a 1 aplicar pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes que incluem golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.
A decisão do STF ocorreu após o relator Alexandre de Moraes apresentar a dosimetria da pena. A maioria dos ministros acompanhou a proposta. Apenas Luiz Fux divergiu, enquanto Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram alinhados a Moraes e Flávio Dino, consolidando o resultado final de 4 a 1.
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