Taxa de 50% afeta cerca de 36% das exportações para os Estados Unidos
Entraram em vigor, nesta quarta-feira (06-08), as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. A medida, assinada na semana passada pelo presidente norte-americano Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado estadunidense, o que representa 4% das exportações brasileiras. Cerca de 700 produtos do Brasil ficaram fora do tarifaço. 

Café, frutas e carnes estão entre os produtos que passam a pagar uma sobretaxa de 50%. Ficaram de fora dessa taxa suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes, polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.
O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas.
No dia 2 de abril, Trump iniciou a guerra comercial impondo barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, foi imposta, em abril, a taxa mais baixa, de 10%.
Porém, no início de julho, Trump elevou a tarifa para 50% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022.
Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, o bloco de potências emergentes que tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.
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Lula
Em pronunciamento no domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que não quer desafiar os Estados Unidos, mas que o Brasil não pode ser tratado como uma “republiqueta”. O presidente disse ainda que pais não abre mão de usar moedas alternativas ao dólar.
O governo brasileiro informou ainda que o plano de contingência para auxiliar as empresas afetadas pelo tarifaço será implementado nos próximos dias, com linhas de crédito e possíveis contratos com o governo federal para substituir eventuais perdas nas exportações.
Negociações
Após a confirmação da imposição das tarifas na semana passada, a Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar as negociações sobre as tarifas, ao mesmo tempo que Trump anunciou estar disposto a conversar, pessoalmente, com o presidente Lula.
Já nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as terras raras e minerais críticos podem ser objeto de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Esses minérios são essenciais para a indústria de tecnologia, e é um dos principais motivos de disputa entre Pequim e Washington.
“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista a uma rede de televisão.
Ainda segundo o ministro da Fazenda, o setor cafeeiro acredita que pode ser beneficiado por um acordo com os EUA para excluir o produto da lista de mercadorias tarifadas. No mesmo dia que Trump assinou o tarifaço, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café para o país asiático.
Da Redação
As questões políticas invadidas pelo STF, por iniciativa do ministro Alexandre de Moraes, (aliás ele jamais deveria se envolver partidariamente) com acusações arbitrárias e fabricadas contra o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, serviram de “incentivo” para Donald Tramp “canetar contra o Brasil”.
Em documento enviado às autoridades brasileiras, sobretudo ao todo poderoso Alexandre, além de cobrar o fim da perseguição contra Bolsonaro e seus seguidores, o Governo Americano exigiu a soltura dos presos em 8 de janeiro de 2023, através de anistia ampla, geral e irrestrita.
Como não foi atendido, em resposta, o ministro da Suprema Corte brasileira Alexandre de Moraes foi sancionado com a denominada Lei Magnitsky, sob inúmeras acusações, dentre elas, infringir gravemente as Constituições dos EUA e do Brasil em relação aos Direitos Humanos, como exemplo direto, a violação da liberdade de expressão de cidadãos ou pessoas que estão sob a jurisdição americana, notadamente com censura e bloqueio de redes sociais de jornalistas brasileiros exilados nos EUA.
Portanto, em vez de se atentar para as condicionante apontadas por “Tio Sam” que refletiam na manutenção ou diminuição das taxas anunciadas, o presidente do Brasil, Lula, preferiu fazer bravatas, sugerir que Donald comece jabuticaba ou jogasse um truco com ele, enfim, levou tudo na brincadeira e zombou do presidente norte americano durante reuniões políticas que realizou pelo Brasil. Aliás, Lula, por diversas vezes, desafiou Donald Tramp, afirmando que se o Brasil fosse taxado, aplicaria a “lei da reciprocidade” taxando o mesmo valor as mercadorias importadas dos EUA. Mas, ficou tudo na conversa fiada. Não taxou os EUA, pois, a intenção de Lula era tirar proveito político da situação, acusando o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (que exilou-se nos EUA) como o responsável pela taxação das empresas e do agronegócio do Brasil.
Agora é a vez do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal articularem o atendimento do clamor da população brasileira que saiu às ruas no último domingo e pediu o impeachment de Alexandre de Moraes. Portanto, a expectativa é que os presidentes da Câmara e Senado pautem a Lei da Anistia e o impedimento de Moraes, e desta forma, a população conheça de fato quem são aqueles que estão a favor do Brasil, ao lado do povo e contra o povo em seus anseios.
Até a noite de ontem (05-08), as Mesas das duas Casas Legislativas estavam obstruídas, tomadas pelos respectivos parlamentares, legitimamente eleitos e que integram os blocos de oposição e do chamado Centrão. Eles decidiram trancar as pautas até que o impeachment e a anistia sejam “tiradas das gavetas”.

