Audiência Pública em Naviraí vai debater a falta de duplicação da BR-163 e cobrar a CCR MSVia

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Naviraí vai sediar a Audiência Pública com o tema “BR-163: Concessão, Inadimplência e seus Impactos!”. O evento acontecerá na próxima quinta-feira, 20 de março de 2025, às 19h, na Câmara Municipal de Naviraí.
O anúncio da reunião está sendo feito pelo articulador político, Alessandro França Belém, o popular “Gordinho do Taxi”, Assessor Regional do Deputado Estadual Junior Mochi. “Este convite é para todos os interessados, seja de Naviraí ou das cidades vizinhas. Precisamos fortaleceram a luta na defesa da duplicação da BR-163, que tem sido discussão em todos os municípios afetados pelo descumprimento do contrato por parte da concessionária CCR-MSVia”, argumenta Alessando Belém.
Deputado estadual Júnior Mochi (à direita), e o assessor parlamentar Alessandro França Belém (Gordinho do Táxi): Audiência Pública vai exigir respostas da CCR MSVia sobre a duplicação da BR-163. ©Divulgação
O deputado Júnior Mochi, por muitas vezes tem sido crítico ferrenho da inércia da Empresa CCR MSVIA, que é a concessionária responsável pela manutenção e obras na rodovia BR-163. “Mesmo cobrando pedágios com valores altíssimos em várias praças espalhadas pela rodovia e acumulando lucros bilionários há anos, a CCR-MS não executa a principal obra para melhoria nas condições de trafegabilidade na rodovia, que é a duplicação”, reclama o parlamentar.
A BR-163 é uma das principais vias de tráfego do Estado, pois, liga importantes regiões de Mato Grosso do Sul com o sul e norte do Brasil. A CCR MS Via ganhou concessão em 2014 para investir por 30 anos nos 843 quilômetros que cortam o estado de Norte a Sul, entre Sonora e Mundo Novo. Conforme o site oficial da CCR MSVia, nove praças de pedágio estão em funcionamento ao longo da travessia, que perpassa por 21 municípios. “Apenas cerca de 150 quilômetros foram duplicados”.
De acordo com o deputado, a duplicação total da BR-163 em Mato Grosso do Sul deveria ter sido concluída em cinco anos, mas, 10 anos depois, menos de 18% do contrato foi executado. Enquanto isso, a concessionária já arrecadou R$ 3,6 bilhões em pedágios e recebeu R$ 3,9 bilhões em financiamentos públicos.
Júnior Mochi (MDB), tem denunciado o descaso da empresa e cobrou da ANTT respostas sobre a possível repactuação do contrato. Segundo o parlamentar, permitir essa renegociação sem exigir a duplicação da rodovia seria “premiar a inadimplência”, e é inaceitável essa irresponsabilidade que já causou diversas mortes em todo o seu perímetro.
O deputado está propondo ao Governo do Estado, Órgãos responsáveis, aos municípios afetados, às Câmara de Vereadores e à sociedade, a realização de Audiências Públicas nas cidades polos, onde o impacto negativo é mais recorrente (Naviraí, Dourados, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Coxim e Campo Grande, além de municípios menores igualmente afetados.
FONTE: RÉGIS LUIZ DRT-1339/BOLETIMS
FOTOS: DIVULGAÇÃO
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