PROIBIÇÃO DA PESCA DO DOURADO: Renato cobra informações sobre estudos e quer sociedade acompanhando os trabalhos

0

O presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Renato Câmara (MDB), apresentou Requerimento ao governador Eduardo Riedel e ao Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, solicitando informações detalhadas a respeito dos estudos técnico-científicos e econômicos previstos no §1º do art. 1º da Lei nº 6.190, de 29 de fevereiro de 2024, que, em síntese, impôs restrições importantes à captura, transporte, comercialização e industrialização do peixe Dourado (espécie Salminus brasiliensis ou Salminus maxillosus), até 31 de março de 2025, em Mato Grosso do Sul.

“A alteração da redação, acrescentando dispositivos à Lei nº 5.321, de 10 de janeiro de 2019, dão sustentação aos estudos que embasarão a decisão sobre a nova prorrogação da vedação imposta à pesca e outras atividades relacionadas à espécie Salminus rasiliensis ou Salminus maxillosus. Porém, precisamos acompanhar este grupo de trabalho para que, no momento oportuno, possamos manifestar o posicionamento da ALEMS. Além disso, também defendemos a participação da sociedade no acompanhamento desses estudos”, destacou Renato Câmara, que solicitou as seguintes informações em seu Requerimento:

1 – Quais órgãos ou entidades estão responsáveis pela condução e coordenação dos estudos técnico-científicos e econômicos mencionados?

2 – Qual o estágio atual de elaboração desses estudos?

3 – Quais são as metodologias adotadas para a coleta de dados e avaliação dos efeitos da aplicação da Lei sobre as populações da espécie Dourado nas bacias hidrográficas do Rio Paraguai e do Rio Paraná?

4 – Quando se prevê a conclusão dos estudos e a apresentação dos resultados conforme a exigência de realização de audiência pública até o dia 28 de fevereiro de 2025?

5 – Quais entidades, além do Conselho Estadual da Pesca (CONPESCA /MS), estão sendo consultadas e envolvidas no processo de avaliação e acompanhamento dos estudos?

“Essas informações são fundamentais para acompanharmos a aplicação da Lei e assegurar que as decisões relacionadas à preservação da espécie Dourado e ao setor pesqueiro sejam tomadas com base em dados consistentes e amplamente debatidas com a sociedade”, observou o parlamentar. Ele justifica que seu Requerimento tem como objetivo garantir a transparência e o acompanhamento efetivo dos estudos técnico-científicos e econômicos exigidos pela Lei nº 6.190, de fevereiro de 2024.

É importante ressaltar que, a partir de hoje, restam apenas 115 dias até a data limite de 28 de fevereiro de 2024 para a conclusão e apresentação desses estudos, o que reforça a necessidade de um acompanhamento e a urgência na coleta de informações sobre o andamento dos trabalhos.

“O acompanhamento e a fiscalização desses estudos são fundamentais para garantir que as decisões relacionadas à preservação da espécie Dourado, bem como as que impactam diretamente o setor pesqueiro, sejam baseadas em dados robustos e em um processo de discussão transparente com a sociedade. A Lei também determina que os estudos considerem as diferenças entre as bacias hidrográficas do Rio Paraguai e do Rio Paraná, assegurando que essas especificidades sejam levadas em conta nas medidas de proteção ambiental. Portanto, o que buscamos são informações claras e detalhadas sobre o andamento desses estudos, visando assegurar que as diretrizes legais sejam cumpridas e que as eventuais decisões futuras, como a prorrogação da vedação, sejam embasadas em evidências científicas consistentes e na ampla participação das entidades e setores envolvidos”, destacou o vice-presidente das ALEMS na defesa de seu Requerimento.

CONHEÇA A LEI

Conforme o §1º do art. 1º da Lei 6.190/2024, durante o período de restrição, devem ser realizados estudos técnico-científicos e econômicos que embasem uma eventual prorrogação da vedação imposta. Esses estudos, essenciais para a proteção da espécie e o manejo sustentável dos recursos pesqueiros, devem ser apresentados até o dia 28 de fevereiro de 2025, com a realização de uma audiência pública para a divulgação dos resultados e a análise da efetividade da aplicação da Lei.

(Roney Minella – Assessoria Parlamentar)

Publicidade
Artigo anteriorMato Grosso do Sul vai receber mais R$ 30 milhões para investir em Segurança Pública
Próximo artigoEstudantes de outros estados encontram oportunidades no Programa de Estágio de MS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here