Até então, nenhuma morte pela doença havia sido registrada na literatura científica mundial
A confirmação das mortes de duas mulheres com menos de 25 anos, sem doenças prévias, pela febre Oropouche, na Bahia, colocou o Brasil em alerta.
O Espírito Santo já contabiliza 407 casos da doença, segundo a última atualização feita ontem no Boletim Epidemiológico até a semana 29 (20/07). Até o momento, nenhuma morte é investigada no Estado.
Sintomas
São parecidos com os da dengue e da chikungunya. O quadro clínico agudo pode evoluir com febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor articular. Outros sintomas, como tontura, dor atrás do olhos, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados.
A orientação é que, na presença de sintomas, a pessoa procure por uma unidade de saúde.
Gravidade
Casos mais graves podem incluir o acometimento do sistema nervoso central, por exemplo de meningoencefalite, especialmente em pacientes imunocomprometidos. Ainda há relatos de manifestações hemorrágicas.
Parte dos pacientes (estudos relatam até 60%) pode apresentar recidiva, com manifestação dos mesmos sintomas ou apenas febre, cefaleia e mialgia após uma a duas semanas a partir das manifestações iniciais.
Tratamento
Não há tratamento específico disponível.
As medidas de prevenção consistem em evitar áreas com a presença de maruins ou minimizar a exposição às picadas dos vetores, seja por meio de recursos de proteção individual (uso de roupas compridas e de sapatos fechados) ou coletiva (limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo, uso de telas de malha fina em portas e janelas).
Fonte: Sesa e Ministério da Saúde.

