Deputado Renato alerta: proprietários de terras na fronteira podem perder 32.000 imóveis se não fizerem a ratificação do registro

0

30O deputado estadual Renato Câmara (MDB), voltou a declarar sua preocupação com a questão fundiária ao confirmar que mais de 32 mil imóveis de Mato Grosso do Sul estão na faixa de fronteira e precisam de ratificação. “Os proprietários que não fizerem a ratificação, conforme determina a Lei 13.178/2015, poderão perder a área para a União”, alerta o coordenador da Frente Parlamentar de Regularização Fundiária da ALEMS.

 

Na tarde desta terça-feira (16-07), Renato Câmara em audiência com o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Des. Sérgio Fernandes Martins, discutiu o Provimento nº 309. Tal normativa define o procedimento a ser adotado pelos cartórios visando a realização da ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões imóveis situados na faixa de fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul.

 

O deputado observa que para implementar a exigida ratificação dos imóveis que estão dentro da faixa de segurança nacional, estipulada em até 150 quilômetros da fronteira, interveio junto ao TJMS, tratando de como seria feita esta regulamentação, a qual foi definida na última segunda-feira, pelo Provimento 309. “O proprietário ou procurador do imóvel deverá apresentar a confirmação de que a matrícula do imóvel tem origem em um título expedido pelo Estado ou pela União em algum momento. Fazer a cadeia sucessória, declarando que esse imóvel foi adquirido pelo governo do Estado em algum momento”, antecipa Renato.

 

O Gerente de Regularização Fundiária e Cartografia da Agraer, Jadir Bocato, confirma que dos 90 mil imóveis de MS mais de um terço estão em faixa de fronteira e devem ser regularizados através da ratificação. “Se a cadeia dominial for interrompida a ratificação não poderá executada, e neste caso, o imóvel se torna passível de retomada pelo governo. Porém, não se tem ao certo qual o procedimento será adotado neste caso”, comentou Jadir.

 

O deputado Renato Câmara acrescenta que embora existe o contexto da incerteza, o Provimento 309 avança e vem, justamente, contemplar as intervenções que fez junto ao Tribunal de Justiça de MS e, sobretudo, atender o que está previsto na Lei Federal 13.178, tendo o único objetivo de regulamentar e uniformizar os procedimentos para se fazer a ratificação.

 

“Como ficará a situação em relação àqueles que não conseguirem apresentar a cadeia sucessória até a origem do título expedido pelo Estado, nós ainda não sabemos. A incógnita é se este imóvel voltará para o Estado ou para a União. Por isso, estamos empenhados, antecipadamente, em buscar respostas e soluções para auxiliar os proprietários a manterem suas posses e o momento de discutir estas questões é agora, por isso, mantivemos esta importantíssima audiência com o presidente do TJMS, Sérgio Martins”, afirma o presidente da Frente Parlamentar de Regularização Fundiária.

 

O Provimento Nº 309, com data de 15 de julho de 2024 foi assinado pelo Corregedor-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, Desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, e já está em vigor com a publicação feita no Diário Oficial.

 

(Roney Minella – Assessor Parlamentar)

Publicidade
Artigo anteriorBiblioteca Isaias Paim realiza projeto “Férias na Biblioteca” no sábado
Próximo artigoOperação mira quadrilha do narcotráfico que usava estradas de MS para transporte de cocaína

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here