FEMINICÍDIO: Grávida sofre aborto e morre por derrame encefálico após ser espancada pelo ex

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Mulher veio de Ponta Porã e estava internada há uma semana em Dourados (MS)

Uma mulher grávida, de 35 anos morreu ontem, quarta-feira (28/02), no Hospital da Cassems, em Dourados, município do Sul de Mato Grosso do Sul, uma semana após ter sido internada em razão de agressões sofridas pelo ex. O acusado não teve o nome divulgado. Gisely Duarte Galeano era moradora em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai e, devido aos vários espancamentos, sofreu aborto antes do óbito.

De acordo com notícia do Dourados News, a polícia relatou que, em 3 de fevereiro a vítima acabou agredida pelo homem de 35 anos.

Na época, ela tentou acionar a Polícia Militar e registrar o boletim de ocorrência, porém, ele a impediu e fugiu para Bela Vista, também na divisa com terras paraguaias.

Dois dias depois, Gisely registrou a ocorrência e descartou medidas protetivas. Na ocasião, ela suspeitava da gravidez.

Após duas semanas, em 18 de fevereiro, o autor manteve contato para que a mulher fosse até a cidade onde estava. Lá, a vítima sofreu uma série de agressões e retornou para Ponta Porã lesionada, sem avisar as pessoas.

No dia seguinte, familiares tentaram contato e Gisely atendeu apenas com o portão entreaberto.

A irmã ainda encaminhou mensagens via aplicativo de telefone celular e sem conseguir retorno, voltou à residência no dia 20 e a encontrou deitada no sofá, reclamando de fortes dores abdominais.

Levada para atendimento médico em Ponta Porã, foi constatado o aborto em decorrência das lesões sofridas e devido à brutalidade das surras o espancamento resultou em um derrame encefálico.

Devido a gravidade, ela precisou ser encaminhada para a cidade de Dourados, onde ficou internada e não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo na quarta-feira (28/2). O crime hediondo e cruel definido como feminicídio praticado pelo ex-companheiro tirou tragicamente a vida de mais uma mulher sul-mato-grossense.

 

O caso é investigado, porém, a polícia já trata o caso como ‘feminicídio majorado, pois, foi praticado durante a gestação’ e a Polícia Civil está tomando todas as medidas cabíveis para que o autor possa ser localizado e, principalmente, responsabilizado criminalmente por seus atos brutais.

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