Zeca dispara novamente contra indígenas na Alems por marco temporal: ‘ações irresponsáveis’

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Os indígenas presentes vaiaram a fala de Zeca e presidente da Casa, Gerson Claro (PP), precisou intervir e pedir ordem

 

O ex-governador e atual deputado estadual Zeca do PT disparou novamente contra indígenas na  (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira (30), quando será votado o marco temporal no Congresso Federal.

Indígenas acompanham a sessão e o assunto virou pauta de discussão. A deputada do PT Gleice Jane usou o grande expediente para falar sobre a votação, quando Zeca pediu a parte e disse até concordar com grande parte do discurso da deputada.

Cantora Stefany

“Mas quem acirra o conflito são as ações irresponsáveis, radicais e inconsequentes de um tal doutor Eloy sei lá das quantas, que se apropriando de um cargo dado pelo presidente Lula, que não quer o conflito, faz acontecer isso aqui”.

Os indígenas presentes vaiaram a fala de Zeca e presidente da Casa, Gerson Claro (PP), precisou intervir e pedir ordem. (Com informações site MIDIAMAX).

Para Gleice Jane, o Projeto de Lei pautado na Câmara Federal quer rasgar a Constituição. “Retirar direitos que foram construídos nas lutas dos povos na sociedade na Constituição de 88. Minha construção política é a construção da luta. Os povos indígenas conquistaram na constituição o direito os territórios tradicionalmente ocupados. Tivemos um debate aqui na Casa onde fizemos um pacto de que nós iríamos trabalhar na solução de conflitos. Aprovamos uma carta em torno da PEC 132 porque entendemos que a solução precisa ser solucionada. Agora temos essa PL que acirra o conflito, que cria problemas para as comunidades indígenas”, disse.

Zeca condena ocupações

Em março, o deputado estadual Zeca do PT já havia condenado ocupação de indígenas em terras produtivas no interior de Mato Grosso do Sul. Então, recebeu repúdio do Conselho Terena de MS e da Assembleia de Mulheres Guarani e Kaiowá de MS.

Durante o expediente na Assembleia, o deputado afirmou que “é uma barbaridade o que estão fazendo com o companheiro Raul e sua fazenda em Rio Brilhante”. Assim, pontuou que “não se tem nenhum estudo antropológico definido para dizer que é terra indígena”.

O deputado comentou sobre a situação. “Dois ônibus com aproximadamente 80 indígenas derramados lá, agora trancaram o portão, ocuparam a sede da fazenda de 800 hectares”. Segundo ele, os indígenas estão “proibindo Raul e sua família de tirar de lá, aproximadamente 7 mil sacas de  que foram colhidas. E pior, proibindo consequentemente de plantar o milho”.

Em nota de repúdio, o Conselho Terena considerou as falas como ataques. “Não podemos aceitar que um deputado estadual, eleito também por meio de votos indígenas, agora se manifeste contra os direitos originários e legítimos do povo Guarani Kaiowá”, afirma o grupo da comunidade.

“É inadmissível que, aqueles que se identificam como parceiros da luta indígena durante suas campanhas, se omitam agora, quando o pilar principal de nosso movimento é atacado por seu companheiro de bancada. A luta pela Mãe Terra é a mãe de todas as nossas lutas. A demarcação das terras indígenas é nossa principal bandeira. Não admitiremos ataques aos nossos princípios e lutas”, dizia a nota.

Edição: Jornalista Pedro Mantovani

 

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