ALEMS: decretos de calamidade são discutidos e presidente ressalta apoio aos municípios de MS

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Deputados estaduais debateram a eficácia dos decretos de calamidade pública que tramitam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), atendendo a reivindicações das prefeituras do Estado. O deputado João Henrique (PL) iniciou a discussão a partir da tribuna, durante a sessão plenária desta quarta-feira (29).

Segundo ele, mesmo com pareceres favoráveis da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), pela constitucionalidade, não há necessidade da medida. “Hoje, pede-se que esteja diminuída a fiscalização dos órgãos de controle através do reconhecimento do estado de calamidade pública”, disse. Para ele, as intensas chuvas e mesmo queimadas, na época em que habitualmente são registradas, acontecem sazonalmente e diferem do momento vivenciado durante a fase mais crítica da pandemia.

Presidente ressaltou apoio da ALEMS aos municípios de MS

O presidente da Casa de Leis, Gerson Claro (PP), explicou novamente, como já havia se pronunciado durante sessões plenárias anteriores, que todos os pedidos chegam à ALEMS com os respectivos documentos e laudos, inclusive da Defesa Civil, atestando as justificativas relacionadas às solicitações. “A fala de negar o estado de calamidade pública é a fala contra a classe produtora de Mato Grosso do Sul”, disse. Segundo ele, os próprios produtores pedem auxílio aos sindicatos rurais e prefeituras, para que encaminhem a solicitação à ALEMS.

Trata-se, segundo Gerson Claro, de atender à população em todas as cidades que precisam, pois o decreto de utilidade pública garante celeridade aos gestores. “Não se trata jamais de um ‘cheque em branco'”, disse, contrapondo o termo utilizado pelo deputado João Henrique.

Este ano, foram aprovados 11 decretos de calamidade pública, que, na prática, permitem aos gestores agilidade na contratação de serviços e maquinários para reverter os prejuízos substanciais à população em decorrência das intensas chuvas. Foram atendidos os municípios: Ponta Porã, Ivinhema, Bela Vista, Anastácio, Porto Murtinho, Naviraí, Sidrolândia, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Batayporã e Antônio João.

Exemplificando, o presidente Gerson mostrou laudo da Secretaria de Obras e da Defesa Civil, referente à Batayporã. “O Parlamento não pode dar as costas à solicitação dos produtores, que procuram os sindicatos rurais e as prefeituras. Não posso negar a fé pública a essas entidades”, enfatizou Gerson Claro. “Estamos ajudando os municípios e os produtores a escoarem a produção”, reiterou. “Embora agilize os trâmites, o Decreto de Calamidade Pública “não dispensa nenhum processo fiscalizador”, complementou.

Zé Teixeira: “Apoio essencial aos municípios”

O deputado Zé Teixeira (PSDB) lembrou que o auxílio aos municípios é essencial e defendeu que os pedidos que chegam à Casa de Leis sejam ainda mais específicos, detalhando o porquê da solicitação, conforme cada situação – considerando que o Decreto de Calamidade Pública agiliza processos administrativos. O que, para ele, contribuirá para a maior eficácia do dispositivo legal aos referidos municípios.

O deputado Lidio Lopes (Patriota) afirmou que os decretos de calamidade pública foram amplamente utilizados durante a fase mais aguda da pandemia da Covid-19, em âmbitos federal, estadual e aos 79 municípios do Estado, e, embora representem agilidade em determinados processos às administrações das cidades, também trazem restrições.

Lídio Lopes (ao centro) ressaltou missão fiscalizadora

“Temos que lembrar que existem as Câmaras Municipais e o Ministério Público, entre os agentes fiscalizadores, e também temos a competência de fiscalizar [como Poder Legislativo]. Os ordenadores de despesas estãos empre preocupados em dar celeridade às resolução das questões”, finalizou.

(Agência ALEMS: Fabiana Silvestre. Foto: Luciana Nassar)

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