Com PT no poder, Joesley e Wesley Batista são tietados na China

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Irmãos firmaram acordo de delação premiada em 2017

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, executivos da J&F que firmaram um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2017, foram tietados por empresários brasileiros neste domingo, 26, na China. Eles aceitaram o convite do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para participar da comitiva de 240 empresários que foram a Pequim.

Os irmãos são donos do frigorífico JBS, o maior exportador de proteína animal do mundo. Há alguns anos, a empresa se tornou alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MP), como a Operação Greenfield, a Operação Lava Jato e a Operação Cui Bono. Na época em que firmaram o acordo de delação premiada, os irmãos filmaram o então presidente do Brasil, Michel Temer (MDB), os aconselhando a manter boas relações com o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB).

Joesley e Wesley também entregaram à PGR gravações em que o ex-senador Aécio Neves (PSDB) e a irmã, Andreia Neves, supostamente negociaram a quantia de R$ 2 milhões para o pagamento de advogados.

Quem paga a conta?

Apesar de Lula não participar da visita a Pequim, os empresários brasileiros que faziam parte da comitiva seguiram no país asiático. Motivo: a China é o principal mercado do grupo J&F. As empresas do conglomerado exportam carne, celulose, minério de ferro e manganês aos chineses.

No sábado 25, o presidente anunciou que teria de adiar a viagem à China. A nova data para a ida do petista à Ásia está em negociação entre as autoridades chinesas e as brasileiras. Ainda não há um dia definido.

Pelo menos três sindicalistas embarcaram na comitiva presidencial que viajou à China. Lula convidou Miguel Torres, presidente da Força Sindical, e Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ambos aceitaram o convite. Também estão na lista João Pedro Stedile e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges Júnior.

As centrais solicitaram ao governo que participassem da missão. Segundo Nobre, os investimentos chineses “são muito bem-vindos”. Mas é preciso passar o recado de que é necessário respeitar as legislações trabalhista e ambiental. “Vamos lá para deixar claro que aqui tem sindicato”, afirmou.

O governo ainda não informou quem vai pagar as despesas com a viagem dos sindicalistas. Em entrevista à CNN Brasil, o presidente da CUT disse que não sabe. “Isso está sendo resolvido pela minha secretária junto com o governo”, disse. “Melhor perguntar para o governo.”

(Fonte: Revista Oeste)

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