As informações são do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS), que emitiu comunicado aos postos de combustível do interior de Mato Grosso do Sul para que haja limitação da quantidade de litros por cliente.

“No interior sei que vários postos aderiram e estão limitando por litro. Mas em Campo Grande conversei com as distribuidoras e o estoque aguenta a demanda até quarta-feira (2). Não sei por que essa correria aos postos”, afirma Edson Lazarotto, diretor do Sinpetro.
CAMPO GRANDE TEVE FILAS EM POSTOS DE GASOLINA ONTEM
Apesar da informação do Sinpetro, houve fila de carros para abastecer em diversos postos de combustível de Campo Grande. Também teve registro de falta de combustível em alguns postos, mas segundo o Sinpetro, até amanhã é reposto devido ao estoque na distribuidora.
Em um posto da rua Marechal Candido Mariano Rondon, no bairro Amambai, o etanol acabou às 13h e a gasolina às 15h. A frentista Adriele Soares explica que muitos clientes foram até o local dizendo que precisavam abastecer antes que acabasse o combustível.
Gerente de pista de um posto da avenida Tamandaré, Marcelo de Lima, 42, afirma que o movimento está 40% maior nesta segunda-feira (31). “Temos estoque, não estamos racionando”, diz.
Correria no interior
Em Dourados, filas se formaram em praticamente todos os postos de combustível da cidade. Houve registro de falta de combustível em um dos postos e pessoas na fila por horas para conseguir abastecer.
Também teve registro de fila em postos de combustível em Bonito, Jardim, Sidrolândia, Corumbá e Ivinhema.
Limitação está permitida, diz Procon
Postos de combustível e revendedores de gás de cozinha podem limitar a venda por cliente já nesta segunda-feira (31). De acordo com o Procon, em casos onde há risco de desabastecimento, o Código de Defesa do Consumidor permite a prática.
“A limitação é permitida por cada estabelecimento, desde que seja um limite razoável para atender o maior número de consumidores. Também não pode haver aumento de preços, que inclusive pode ser tratado na esfera criminal”, explica o superintendente do Procon/MS, Rodrigo Vaz.
Edição: Pedro Lopes

