Neno Razuk defende atendimento especializados em concursos públicos para pessoas com TDAH e dislexia

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Dificuldades para concentração e necessidade de auxílio para entender o que “parece fácil”. Esses são alguns dos problemas enfrentados por quem tem o TDAH, que é o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e também tem quem tem dislexia. Para atender as pessoas com esses transtornos, o deputado estadual Neno Razuk (PL) apresentou Projeto de Lei que institui o atendimento especializado nos concursos públicos e vestibulares realizados em Mato Grosso do Sul.

“Com o acesso ao diagnóstico ampliado, muitas pessoas hoje conseguem compreender o que sofrem, querem e precisam ter uma vida ativa, mas situações de estresse podem causar crises, por isso o atendimento especializado durante essas provas e certames é tão importante”, defendeu o deputado que defende entre outras ações tempo adicional de uma hora para os candidatos inscritos com TDAH e dislexia realizarem suas provas.

Além disso, o projeto também prevê um profissional ledor para auxiliar na leitura das provas dos candidatos, se assim o solicitarem e profissional transcritor para auxiliar na escrita e preenchimento do cartão resposta das provas dos candidatos. Por isso também destacamos a necessidade de uma sala diferenciada para os candidatos com TDAH e dislexia que solicitarem o ledor ou o transcritor nas provas e a correção da prova (dissertação) avaliada a partir de uma matriz de correção específica para os participantes disléxicos e por uma banca especializada no assunto”, pontuou sobre as diretrizes do projeto.

“O Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, que é o maior sistema de avaliação do nosso país, já dispõe de atendimento especializado aos estudantes com dislexia e TDAH. Ou seja, é possível sim que isso seja feito”, lembrou exemplificando que já há tratativas sobre o tema.

Para o parlamentar é importante que as políticas públicas sejam voltadas para a inclusão. “Acessibilidade e inclusão têm que ser na prática. Esses são problemas neurobiológicos que são dois transtornos reconhecidos oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), responsáveis pelas dificuldades de aprendizagem de crianças e adultos, que afetam diretamente em quaisquer situações que requerem esforço intelectual e, portanto, no que concerne à realização de provas que demandam de esforço intelectual, sendo dessa forma, necessário o devido atendimento especializado”, justificou acrescentando ainda que o atendimento diferenciado deve seguir prerrogativas legais de atendimento que devem ser observadas por escolas, faculdades, vestibulares e concursos públicos.

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