Decepcionante, avalia Associação dos Produtores de Soja de MS após queda de 35% na safra 21/22

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Por Anderson Viegas, g1 MS

Mato Grosso do Sul colheu na safra 2021/2022, 8,7 milhões de toneladas de soja. O volume é 35% menor que o registrado no ciclo anterior, 2020/2021, quando a produção chegou a 13,3 milhões de toneladas.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), André Dobashi, considerou o resultado decepcionante e atribui a queda de produção a estiagem que atingiu as lavouras do sul do estado provocada pelo fenômeno La Niña.

“Verificamos que o impacto da estiagem foi característico de um ano de La Niña, que aconteceu no Brasil inteiro”.

Dobashi explicou que o fenômeno afetou as principais regiões produtoras de grãos do estado de maneira diferente.

“A região norte teve um clima de bastante chuva. Até alguns produtores reclamaram de excesso, mas acabaram tendo um resultado bem interessante. A região, que responde por 15% da área semeada, teve uma produtividade de 71,1 sacas por hectare. Resultado muito interessante, mas em uma área restrita”, explicou.

Na região central, ele comentou que as lavouras ao norte, ainda receberam um bom volume de chuvas, mas as que ficam mais ao sul, já sofreram com o processo de escassez hídrica.

“Tem 21,7% da área semeada e apresentou uma produtividade bem mais baixa, em torno de 46,6 sacas por hectare, já evidenciando o início do processo de estiagem que os produtores enfrentaram ao longo da safra”.

O presidente da Aprosoja/MS aponta que o sul do estado, que concentra 62,4% da área semeada com a oleaginosa, foi a região mais castigada pela estiagem, o que fez com que a produtividade despencasse para 27,8 sacas por hectares.

A produtividade média do estado, considerando todas as regiões, ficou em 38,6 sacas por hectare na safra.

Dobashi relatou que a entidade anualmente estima um crescimento orgânico da produção estadual, entre 5% e 6%, considerando o incremento de área cultivada, o que de fato ocorreu, e uma média histórica de produtividade, entre 50 e 56 sacas por hectare, derrubada neste ano por conta da estiagem.

A expectativa, conforme ele, é que o bom volume de chuvas registrado no encerramento da colheita da soja, quando já começa o cultivo da segunda safra de milho, possa resultar em uma boa produtividade do cereal, permitindo ao produtor, recuperar, pelo menos em parte os prejuízos sofridos com a oleaginosa.

 

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