Sem água e na rua, brasileiro tenta atravessar fronteira da Ucrânia com a Romênia: ‘deram um tiro de AK-47 do meu lado’

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Por  g1 MS

Dois dias após acordar com as sirenes, colocadas durante a 2ª Guerra Mundial e Guerra Fria, em Kiev – capital da Ucrânia – Ross Kassakof pede oração depois de ficar sem água e abrigo na fronteira da Ucrânia com a Romênia, junto com milhares de estrangeiros que fugiram dos ataques, neste sábado (26).

“Não tem abrigo nenhum! A embaixada disse para procurarmos um abrigo, mas só tem um posto de gasolina e milhares, milhares de estrangeiros entre mulheres e crianças. Caramba nem água tem”, disse o assessor no ramo de barrigas de aluguel e tradutor, Ross Kasakoff.

Ao g1MS Kassakof contou estar vivendo um momento surreal e nunca pensou que aconteceria fora dos filmes.

“Eu nunca passei por uma situação dessa na minha vida e realmente está igual filme de Hollywood. Se eu sair vivo, é uma história que vou ter que contar para os meus netos. Está realmente complicado”, lamentou o sul-mato-grossense que vive a dois anos na Ucrânia.

Além de sofrer o pesadelo da guerra, o tradutor também enfrenta a ameaça de estar próximo ao tiroteio, assim como a namorada que permanece na capital Kiev. “A minha namorada continua lá e ela disse que estão atirando perto do apartamento dela nesse exato momento. Eu mesmo presenciei um tiroteio, foram cerca de 3 ou 4 tiros de AK-47”, desabafa.

Estrangeiros se abrigam entre a fronteira de Ucrânia com a Romênia — Foto: Arquivo pessoal
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