Em convênio com APAE, Governo de MS atende 1,1 mil ostomizados no Estado

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Ricardo Minella – Secretaria de Estado de Saúde (SES)

Campo Grande (MS) – O Governo do Estado renovou convênio com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Grande (APAE). Pelo contrato, serão repassados recursos da ordem de R$ 3,5 milhões para que a entidade possa continuar atendendo os ostomizados de todas as regiões de Mato Grosso do Sul. A vigência do que foi pactuado é de seis meses, com término em 17 de junho deste ano.

Desde junho do ano passado, por meio de uma parceria, a APAE tornou-se um centro de referência estadual para os ostomizados. O convênio inicial foi de R$ 2,5 milhões, com um aditivo de R$ 500 mil no final do ano passado. Com isso, a compra dos insumos (bolsas), que antes era feita pela Secretaria Estadual de Saúde está sob a responsabilidade da Associação.

Fachada do Centro de Reabilitação e Oficina Pedagógica, em Campo Grande.
Foto: Divulgação

“É uma parceria que deu muito certo. Houve uma melhora significativa no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o Estado. Por isso estamos renovando esse convênio, na expectativa de que haja ainda mais avanços aos ostomizados”, salienta o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Além da compra dos insumos, a APAE é responsável pelo acompanhamento dos pacientes, desde a entrega das bolsas de colostomia até a reabilitação. Antes do convênio, isso já era feito com os ostomizados em Campo Grande, mas com o convênio a APAE passou a ser referência estadual.

“Pelo convênio, as equipes municipais recebem capacitação para atender e acompanhar esses pacientes, no interior do Estado”, explica Paulo Henrique Muleta Andrade, coordenador Técnico do CER/APAE (Centro Especializado em Reabilitação e Oficina Ortopédica da APAE de Campo Grande), que esteve na semana passada, juntamente com o presidente da APAE/CG Antônio José dos Santos Neto e o coordenador-Geral da APAE/CG, Nilo Sérgio Laureano, assinando o convênio com o secretário Geraldo Resende.

Antes do convênio, o serviço era feito pelo Centro Especializado Municipal (CEM), sendo que a Casa da Saúde fazia a aquisição e distribuía o material para todo o Estado. Agora, o atendimento é realizado por 19 profissionais (equipe multiprofissional) do CER/APAE), e mais 12 enfermeiras do interior, que dão suporte para as microrregiões de saúde, salienta Paulo Andrade. Antes do convênio, eram atendidos 713 pacientes ostomizados em Mato Grosso do Sul. Hoje, esse número subiu para 1.112.

O que são ostomizados

Segundo a ONG (Organização Não Governamental) Instituto Oncologia, “pessoa ostomizada é aquela que precisou passar por uma intervenção cirúrgica para fazer no corpo uma abertura ou caminho alternativo de comunicação com o meio exterior, para a saída de fezes ou urina, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação. Essa abertura chama-se estoma”.

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