-Do total, 3,5 mil já estão sendo distribuídas nas unidades de saúde em Campo Grande, que tem um caso da doença em investigação-

Mato Grosso do Sul recebeu 23.749 doses extras de vacina contra sarampo, como parte do esforço do Ministério da Saúde para impedir o avanço da doença, com casos registrados em 13 estados no País. Essas doses são destinadas aos bebês entre seis meses e 11 meses e nove dias.
No Estado, segundo a Secretaria de Saúde, foram registradas este ano 27 suspeitas da doença e 19 foram descartadas. Isso significa que 8 casos ainda estão sendo investigados, entre eles o de um bebê de 10 meses, de Campo Grande, que ainda não havia recebido a imunização.
Das vacinas que foram enviadas para o Estado, 3,5 mil são para a Capital. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) informou que elas já estão sendo distribuídas conforme a necessidade das unidades de saúde.

Na semana passada, depois da divulgação da suspeita envolvendo a criança, a procura por vacinas aumentou tanto na rede pública quando na privada. Sobre essa notificação, a Secretaria diz que ainda faltam resultados de exames conclusivos. A criança apresentou sintomas típicos da doença e foram feitos dois testes, um local e outro enviado para a Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

A suspeita é que, se for confirmado, seja um caso “importado”, ou seja o contágio da criança ocorreu em outro estado, em São Paulo. Um outro registro, na semana retrasada, envolveu um médico, que veio de São Paulo para passear em Campo Grande e descobriu estar com sarampo. Registros assim são contabilizados para o estado onde a pessoa contraiu a doença.

Esforço nacional – O Ministério da Saúde divulgou nesta tarde um novo boletim sobre a doença e também a informação do envio de 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral a todos os estados, para garantir a dose extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

Para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo, vão ser destinadas, 960.907 mil doses. Desse total, 56% já foi enviado para o estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos e que acaba de registrar o 1º óbito pela doença neste ano.

A confirmação consta no boletim epidemiológico de sarampo divulgado, nesta quarta-feira (28), pelo Ministério da Saúde. A vítima foi um homem de 42 anos, nunca vacinado. Nesta faixa etária, a pessoa deve ter pelo menos uma dose da vacina.

“O Ministério da Saúde está trabalhando para encerrar essa transmissão do vírus do sarampo com a maior rapidez possível, e assim, recuperar o certificado de eliminação do sarampo no Brasil. Para isso, a pasta tem atuado de forma integrada com os estados e municípios, para intensificar as ações de cobertura vacinal na rotina, além das vacinações de reforço nas crianças, que é a faixa etária com maior risco para complicação em decorrência da doença, e de bloqueio”, ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, em material divulgado pela assessoria de imprensa. (Notícia e foto extraídas do Campo Grande News).

VEJA ABAIXO NOTA INFORMATIVA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MS SOBRE O SARAMPO

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
DIRETORIA GERAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
COORDENAÇÃO ESTADUAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
GERÊNCIA TÉCNICA DE IMUNIZAÇÃO/GERÊNCIA TÉCNICA DE DOENÇAS AGUDAS

 

NOTA INFORMATIVA CONJUNTA Nº 001/2019- TDA/GTI/CEVE/DGVS/SES/MS

Campo Grande, 22 de agosto de 2019.

Assunto: Orientações sobre condutas e procedimentos relacionados aos agravos sarampo.

Considerando a reintrodução do sarampo no Brasil, onde vários estados apresentam surtos da doença e que a vigilância epidemiológica dos agravos e o diagnóstico laboratorial são de suma importância, segue as orientações dos procedimentos a serem realizados em casos suspeitos de sarampo em Mato Grosso do Sul.

Todo caso suspeito deve ser notificado no SINAN e a ficha enviada em até 24 horas para o e-mail da gerência técnica estadual de doenças imunopreveníveis, agudasms@hotmail.com, com cópia no cievs.ms@hotmail.com.

A notificação deverá cumprir o critério de caso suspeito vigente, e conter o máximo de informações possíveis sobre o paciente, tais como: sinais e sintomas, datas e locais frequentados no período de 07 a 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas (no caso suspeito de sarampo) ou de 12 a 23 dias anteriores (no caso suspeito de rubéola), situação vacinal, data da primeira e segunda coleta e realização de bloqueio vacinal.

A investigação epidemiológica deverá contemplar os locais frequentados pelo paciente, 6 dias antes e 4 dias depois do exantema no caso suspeito de sarampo. Realizar bloqueio vacinal seletivo (até 72 horas) na população exposta.

Diversas ações vêm sendo implementadas para interromper a cadeia de transmissão do vírus do Sarampo no Brasil, tais como bloqueio vacinal seletivo, intensificação da rotina de vacinação e campanhas de vacinação direcionadas à população de acordo com o cenário epidemiológico de cada Estado e município.

Vacinação das crianças de 6 a 11 meses de idade e 29 dias

Com o intuito de reforçar as ações contra o sarampo no Brasil e reduzir a incidência e gravidade da doença nos menores de um ano de idade, neste momento, o Ministério da Saúde recomenda, através da Nota Informativa Nº191/2019 – CGPNI/DEIDT/SVS/MS de 21 de agosto de 2019, a vacinação das crianças de seis a 11 meses de idade e 29 dias contra o sarampo, com uma dose da vacina tríplice viral.

Esta ação se justifica devido ao risco aumentado de complicações, hospitalizações e mortalidade pelo sarampo neste grupo e a necessidade de oferecer proteção a esses bebês, uma vez que, nos últimos 90 dias, houve registro de 228 casos confirmados de sarampo nos menores de um ano no Brasil, representando uma incidência de 38,3 por 100.000 habitantes
(considerando a população existe nos municípios que tiveram caso).

Para as crianças a partir dos 06 meses até 11 meses e 29 dias que receberem a dose zero receberão a Dose 1 com mais de 12 meses de idade, respeitando o intervalo mínimo de trinta dias entre as doses Para as crianças de nove meses de idade que necessitam ser vacinadas
contra a febre amarela e sarampo, orientamos que os Municípios, priorizem a vacinação com tríplice viral dada a situação epidemiológica do País e, após 30 dias impreterivelmente administrar a vacina contra febre amarela lembrando que esta população terá apenas dois meses para ser vacinada dentro do calendário a fim de proteger a criança contra a doença e manter as coberturas vacinais de rotina adequada.

A vacinação de rotina contra o sarampo deve ser mantida na população
de 1 (um) ano até 49 anos de idade, considerando-se o histórico anterior das
vacinas que contenham componente sarampo, conforme o calendário vacinal.
A descontinuidade dessa recomendação ocorrerá quando os estados não apresentarem casos confirmados nos últimos 90 dias. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul informará oportunamente o momento em que a vacinação de crianças menores de um ano de idade deverá ser descontinuada.

Definição de caso suspeito de sarampo: todo paciente que apresenta febre e exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e situação vacinal; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 07 a 21 dias, ou de contato, no mesmo período,
com alguém que viajou para local com circulação viral.

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de sorologia para detecção de anticorpos IgM específicos e soroconversão ou aumento de anticorpos IgG, utilizando-se a técnica de ensaio imunoenzimatico (ELISA). As amostras coletadas entre o 1º e o 30º dia do aparecimento do
exantema são consideradas amostras oportunas (S1). As coletadas após o 30º dia são consideradas tardias, mas, mesmo assim, devem ser enviadas ao laboratório. Deve-se coletar urina e swab de oro e nasofaringe preferencialmente até o quinto dia após exantema, para identificação viral.

Os resultados de IgM reagente ou inconclusivo, independentemente da suspeita, devem ser notificados imediatamente para a continuidade da investigação, e coleta da segunda amostra de sangue (S2), se necessária, poderá ser utilizada para a classificação final dos casos. Ela deverá ser realizada de 15 a 25 dias após a data da primeira coleta.

Ressaltamos que o não envio da ficha de notificação/ investigação juntamente com a amostra inviabilizará a realização do exame até que a ficha seja enviada ao LACEN. Este atraso prejudicará o desenvolvimento de todas as atividades de vigilância do município, o que colocará a população sob o risco de contágio, se o caso se confirmar.

Para informações adicionais, favor contatar as equipes técnicas das Gerências Técnicas de Doenças Agudas (GTDA) – (67) 3318-1814; Imunização (GTI) – (67) 3318-1824 e do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS) – (67) 98477- 3435.
As Notas Informativa nº96/2019-DSASTE/SVS/MS e Nota Informativa nº 191/2019 – CGPNI/DEIDT/SVS/MS estão publicadas no site da SES.

Atenciosamente,

Larissa Domingues Castilho de Arruda
Diretoria Geral de Vigilância em Saúde

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Publicado por: Luciana de Sá Brazil

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