Os vereadores Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB), Pedro Pepa (DEM), o ex-vereador Dirceu Longhi (PT) e os ex-servidores da Câmara de Dourados Amilton Salinas e Alexsandro de Oliveira receberam entre janeiro e junho de 2013 o montante de R$ 169.400,00 em propina.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual à Justiça, o dinheiro era uma bonificação por cooperarem com um esquema criminoso entre empresas do ramo de tecnologia para garantia do monopólio dos serviços prestados à Casa de Leis.

Anexado ao documento ao qual o Dourados Newsteve acesso, uma planilha da Controladoria Geral da União, tomada durante operação Telhado de Vidro e Argonautas, mostra sete pagamentos efetuados entre janeiro e julho de 2013 com descrição “Câmara de Dourados”.

Para a CGU o dinheiro era destinado a pessoas vinculadas ao legislativo douradense.

Em janeiro daquele ano foram desembolsados R$ 26.400,00. No mês seguinte R$ 24.500,00, mesmo valor enviado no mês de março. Entre abril e julho foram encaminhados R$ 23.500,00 em cada mês para as tais “pessoas vinculadas”.

DETALHADO

Durante vistoria em um dos computadores da empresa Quality Sistemas Ltda., os investigadores encontraram uma pasta nomeada “Cópia demo Cam DDS”, contendo um arquivo que detalha os repasses feitos em um dos meses.

Segundo aponta a CGU, R$ 8 mil seriam destinados aos integrantes da Mesa Diretora na época. São eles Cirilo Ramão (vice-presidente), Dirceu Longhi (1° secretário) e Pedro Pepa (2° secretário).

Se o valor tiver sido dividido igualmente ao trio, os vereadores abonaram ao salário, que já girava em torno de R$ 10 mil, mais R$ 2.666,66.

Em seguida o conteúdo detalha o pagamento a outra pessoa descrita como “Chapeludo”, ainda não identificado pelas investigações. Conforme apontado na descrição, ele teria alguma relação com a Mesa Diretora.

Amilton Salina, ex-diretor financeiro da Câmara, teria recebido naquele repasse o valor de R$ 1 mil.

A descrição “pres” está relacionada, segundo a denúncia, a Idenor Machado, presidente da Mesa na época. Ele foi o mais privilegiado nos repasses, conquistando naquele mês R$ 9.500,00 apenas em propina. Idenor na época também tinha salário avaliado em torno de R$ 10 mil.

As vantagens financeiras a ele destinadas vieram naquela ocasião das empresas KMD e Vasun, conforme mostra o anexo.

Os R$ 2 mil seguintes seria o valor destinado ao assessor de Idenor, Alexsandro de Oliveira. Por fim o documento mostra o pagamento de R$ 1 mil a outro desconhecido identificado apenas como “Farinha”.

A denúncia acusa 14 pessoas envolvidas no esquema descoberto pela Operação Cifra Negra, deflagrada em dezembro de 2018.

Para o MPE, as evidências deixam clara a organização entre os acusados para garantir que as fraudes nos contratos fossem bem sucedidas. (extraído do Douradosnews(

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