Em Paraíso das Águas, Elisangela usou o benefício para atravessar um período de vulnerabilidade, reunir a família e abrir um pequeno negócio; programa integra estratégia social da gestão de Eduardo Riedel
Em Paraíso das Águas, Elisangela da Silva usou o Mais Social para reorganizar as despesas, reunir a família e abrir um pequeno negócio de venda de caldos. O programa paga R$ 450 mensais e integra a política social da gestão Eduardo Riedel. Desde 2023, 27,6 mil pessoas devolveram o cartão após melhorarem de renda. O Estado também mantém apoio adicional para mães solo com crianças pequenas.
Quando chegou a Paraíso das Águas, Elisangela da Silva Soares Santos precisava primeiro reorganizar a própria vida. A mudança começara a milhares de quilômetros dali, no Maranhão, e envolveu pouco a pouco toda a família. Hoje, sua rotina tem outro ritmo: ela prepara caldos em casa, coloca os produtos em um carrinho e percorre a cidade vendendo o que produz.
O pequeno negócio nasceu depois de um período em que o Mais Social ajudou a garantir as despesas básicas da família. Com o benefício mensal, Elisangela conseguiu atravessar uma fase de vulnerabilidade, trazer os familiares para perto e começar a economizar para realizar um projeto antigo: trabalhar por conta própria.
“Quando fui fazer o cadastro no programa, falei para a coordenadora: o meu sonho é trabalhar para mim mesma, ser uma microempreendedora, não ficar dependendo do Mais Social a vida toda. Eu queria apenas organizar um pouco mais a minha vida”, conta.
A trajetória começou quando o marido, pedreiro, deixou o Maranhão após conseguir emprego em Chapadão do Céu, em Goiás. Mais tarde, mudou-se para Paraíso das Águas, onde surgiu uma nova oportunidade profissional, e chamou Elisangela. Aos poucos, chegaram também os seis filhos, o sogro, a sogra e os netos.
Foi nesse processo que o benefício passou a funcionar como uma espécie de sustentação temporária enquanto a família reconstruía sua estabilidade financeira.
“Depois que comecei a economizar pelo Mais Social, consegui trazer minha família e comecei a economizar de novo para realizar meu sonho. Depois de trazer minha família, consegui abrir uma pequena empresa para mim, que é a venda de caldos”, relata.
Agora, Elisangela planeja outro passo: devolver ainda neste ano o cartão do programa para que outra família em situação de vulnerabilidade possa ser atendida.
A experiência vivida por ela ajuda a traduzir a proposta do Mais Social, política de proteção conduzida pelo Governo de Mato Grosso do Sul sob a gestão de Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição: oferecer apoio em períodos de maior dificuldade, mas também criar condições para que os beneficiários recuperem renda e autonomia.
Desde 2023, 27,6 mil pessoas devolveram o cartão após melhorarem sua condição financeira e deixarem de necessitar do auxílio.
O programa garante R$ 450 mensais para compra de alimentos, gás de cozinha e produtos de higiene. O benefício não pode ser usado para adquirir bebidas alcoólicas ou produtos de tabaco.
Mulheres são maioria entre os beneficiários
A realidade de Elisangela também encontra paralelo no perfil do programa. As mulheres representam 95 de cada 100 beneficiários do Mais Social, muitas delas responsáveis pelo sustento da casa e pelo cuidado dos filhos.
Essa condição acrescenta uma dificuldade à busca por emprego: para trabalhar, é preciso encontrar também quem cuide das crianças pequenas.
Foi para enfrentar esse obstáculo que a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos criou o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família. A iniciativa destina às mães solo um auxílio adicional de R$ 600 por criança com idade entre zero e 3 anos, 11 meses e 29 dias.
O recurso busca permitir que essas mulheres deixem os filhos em local seguro durante o período de trabalho, criando condições para conciliar cuidado, emprego e geração de renda.
A estratégia procura, portanto, atuar em diferentes etapas de uma mesma dificuldade: garantir alimentação e itens básicos quando a renda é insuficiente, apoiar mães que precisam trabalhar e criar condições para que as famílias avancem até não dependerem mais da assistência.
Da proteção à autonomia
Os resultados apresentados pelo Estado apontam uma redução recente de alguns dos principais indicadores de vulnerabilidade social.
Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição entre os estados com menor número de pessoas dependentes de programas sociais, segundo o IBGE. O Estado também registra o terceiro menor índice de extrema pobreza do país.
Em dois anos, a parcela da população em extrema pobreza caiu de 2,7% para 1,6%, redução de 40,74%. No mesmo período, 34 mil famílias deixaram a situação de insegurança alimentar.
Os números ajudam a dimensionar uma política pública que, no cotidiano, aparece de formas muito mais concretas: comida na mesa durante um período difícil, possibilidade de trabalhar, cuidado com os filhos ou algum espaço financeiro para começar de novo.
Em Paraíso das Águas, essa mudança cabe hoje dentro de um carrinho de caldos.
Elisangela ainda percorre as ruas da cidade vendendo o que prepara em casa, mas já olha para o benefício que recebeu como uma etapa que pretende deixar para trás. O cartão que ajudou sua família a atravessar a vulnerabilidade poderá voltar ao programa e chegar às mãos de outra pessoa que esteja começando o mesmo caminho.





