A Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu um direcionamento técnico para as equipes de vigilância epidemiológica municipais com o objetivo de intensificar as ações de prevenção e monitoramento contra a hantavirose.
Embora o Estado de Mato Grosso do Sul não registre casos confirmados da doença há sete anos, as autoridades de saúde alertam para a necessidade de manter a vigilância ativa, especialmente em áreas de transição rural e urbana.
A hantavirose é uma infecção grave transmitida por vírus cujo vetor principal são os roedores silvestres. A transmissão ao ser humano ocorre, majoritariamente, pela inalação de aerossóis formados a partir do ressecamento da urina, fezes e saliva de animais infectados em locais fechados, como galpões, tulhas, paióis e residências que permaneceram desocupadas por longos períodos.
Com a aproximação dos meses de inverno e a redução das chuvas na região de Dourados, o risco de suspensão de partículas de poeira contaminada aumenta, o que exige cuidados redobrados durante a limpeza de ambientes rurais ou depósitos urbanos. Os sintomas iniciais da doença assemelham-se aos de um quadro gripal agudo, com febre, dores musculares e cefaleia, podendo evoluir rapidamente para insuficiência respiratória severa.
As diretrizes de prevenção recomendam que a limpeza de locais fechados há muito tempo seja realizada sem o uso de vassouras que levantem a poeira. A orientação é promover a abertura prévia de portas e janelas para ventilação e aplicar soluções de água sanitária para umedecer o chão antes de qualquer procedimento de higienização, além do uso de máscaras de proteção adequadas.
Fonte: Dourados News
Foto: Arquivo

