As mortes de Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha Sophie Eugênia, de apenas 10 meses, vão ser investigadas como o 13º e 14º casos de feminicídio registrados em 2025 em Mato Grosso do Sul. Mãe e filha foram assassinadas no fim da noite de segunda-feira (26-03), com golpes de “mata-leão” e depois tiveram os corpos queimados. O autor do crime, João Augusto Borges, de 21 anos, estoquista, confessou o duplo homicídio.

Durante coletiva de imprensa na sede da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa), o delegado Rodolfo Daltro descreveu o assassino como frio e sem qualquer arrependimento.
“Ele a chamou para conversar sobre o casamento na casa deles, imobilizou e matou com mata-leão. Em seguida, esganou o bebê e voltou normalmente ao trabalho”, revelou o delegado.
Conforme as investigações, João voltou ao expediente com os corpos de Vanessa e Sophie ainda dentro da casa onde a família morava. Após o fim do turno, passou em um posto de combustíveis, onde comprou um galão e gasolina por R$ 35. De volta à residência, enrolou os corpos em cobertores, levou até uma área de mata e ateou fogo. Os restos mortais foram encontrados em chamas na região do Indubrasil, em Campo Grande.
Crime premeditado
Inicialmente, João afirmou na delegacia que havia cometido o crime sob influência de terceiros, mas essa versão foi descartada. Segundo o delegado Rodolfo Daltro, a polícia trabalha com a hipótese de premeditação.
“Há dois meses, ele relatou a uma testemunha que tinha intenção de matar a esposa e a filha. Como parecia absurdo, a pessoa não levou a sério. Hoje, essa testemunha nos procurou”, disse Daltro.
O caso
Por volta das 23h de segunda-feira (27), equipes da Polícia Militar foram acionadas após denúncia de incêndio em uma área de vegetação na Rua Desembargador Ernesto Borges, na região do Indubrasil. Os corpos de Vanessa e da filha foram encontrados em chamas, no fim de uma rua sem saída.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para conter o fogo. De acordo com o delegado Mateus Crovador, que atendeu a ocorrência, os corpos estavam em uma área isolada e já carbonizados.
“Ao chegarmos, nos deparamos com a vegetação em chamas. Os corpos estavam visíveis: uma mulher e uma criança, carbonizados. Já temos uma linha de investigação e estamos analisando imagens da região”, afirmou o delegado.
Informações do Delegado do caso:
Durante coletiva de imprensa na sede da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa), o delegado Rodolfo Daltro detalhou como o crime ocorreu e classificou o autor como frio e sem arrependimento, descartando a hipótese de que tenha agido durante um surto, conforme notícia do Campo Grande News.

“Ele saiu pra trabalhar de manhã e ele tinha um intervalo de duas horas de almoço. Então voltou pra casa às 15h30 já com a intenção de matá-las. Ele as matou às 16h, voltou ao trabalho, cumpriu normalmente o expediente, saiu do trabalho, passou no posto, comprou 16 reais de combustível e voltou pra casa”, disse o delegado.
De acordo com o delegado, os corpos da mãe e da filha permaneceram na casa onde moravam, Jardim São Conrado, por cerca de quatro horas, até João voltar do trabalho e decidir ocultá-los. “Elas ficaram mortas, então, das 16h às 21h, dentro de um cômodo. Ele as embrulhou em cobertores, colocou os corpos no porta-malas do carro e os levou até o local onde foram queimados”, relatou o delegado.

Os restos mortais das vítimas foram encontrados em chamas na região do Indubrasil, em Campo Grande por volta das 23h de ontem.
Fonte: site DDD67 – Campo Grande

