A primeira turma do STF conseguiu o que queria nesta quarta-feira (25-03): transformar o ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (PL), réu por acusação de “tentativa de golpe de Estado”. Após a decisão dos “Supremos” Bolsonaro teria comentado que ele é a primeira a segunda e a terceira opções da direita para as eleições presidenciais de 2026, caso ele não possa disputar, são “Jair, Messias ou Bolsonaro”…
“Não vai ser o Jair, é isso que você quer dizer? Vai ser o Messias. Você quer um terceiro nome? Seria o Bolsonaro. É Jair, Messias ou Bolsonaro. Se você me comprovar que eu fui justamente condenado a inelegibilidade, eu respondo para você”, divulgou a reportagem do site Jornal de Brasília.
A decisão do Supremo abre caminho para julgar o mérito da denúncia contra o ex-presidente até o fim do ano. Os mesmos “Supremos do Brasil” tornaram réus Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).
Os ministros do STF insistem na acusação de: crimes de organização criminosa armada (sem utilização de arma), tentativa de abolição violenta (sem violência) do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado (sem existir nenhum golpe concretizado), dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.
Após o resultado, Bolsonaro falou duas vezes com a imprensa em frente a um dos anexos do Senado. O ex-presidente acompanhou a sessão do gabinete do filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL), e passou o dia no local.

