“A vítima e o agressor foram encaminhados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para adoção das medidas legais necessárias”, explicou Camila Maués, defensora titular da 4ª Defensoria de Defesa da Mulher de Campo Grande.
Apesar dos esforços das autoridades e da equipe psicossocial da Casa da Mulher Brasileira, a vítima decidiu não solicitar medidas protetivas de urgência ou aceitar o abrigamento.
Conforme a instituição, a vítima estava em situação de cárcere privado. Além disso, ela sofria constantes agressões físicas e sexuais pelo companheiro, que também já havia tentado matá-la em outras ocasiões.
Acompanhamento
Em razão da gravidade do caso e do alto risco de feminicídio, a vítima passou a receber acompanhamento continuado junto ao setor psicossocial do núcleo e da Rede de Proteção de Campo Grande. Nesse sentido, ela recebe o suporte especializado das autoridades, respeitando sua decisão e autonomia.
Ainda segundo a defensora, esse caso ressalta a importância da ação conjunta entre as instituições, para garantir a proteção necessárias às mulheres vítimas de violência.
“A integração entre a Defensoria, a Patrulha Maria da Penha, a Casa da Mulher Brasileira e a Rede de Proteção foi determinante para a ação. O trabalho em rede é essencial para garantir que mulheres em situação de risco extremo tenham uma resposta rápida e eficaz”, afirmou.
Disque 180: Denúncias de violência contra a mulher aumentam 27,25% em MS
O número de denúncias de violência contra a mulher no Brasil e em Mato Grosso do Sul disparou em 2024. Segundo dados divulgados pelo Governo Federal, até julho, o Disque 180 registrou um aumento de 33,5% no país e de 27,25% no estado, tendo um total de 1.214 denúncias em MS.
A casa, ainda o principal cenário de violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul, foi o local onde 499 das denúncias registradas ocorreram. Entre as denúncias realizadas, 715 foram apresentadas pela própria vítima, enquanto em 499 o denunciante foi uma terceira pessoa.
As vítimas, em sua maioria negras ou pardas (666 casos) e com idade entre 25 e 29 anos (208 casos), denunciaram, em 577 ocorrências, agressões sofridas por seus companheiros ou ex-companheiros.(Correio do Estado).