Proprietária e funcionária de creche de Naviraí são presas acusadas de torturarem crianças

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Policiais Civil da DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher) de Naviraí, município da região Cone Sul de Mato Grosso do Sul, prenderam duas mulheres de uma creche particular localizada no bairro Sol Nascente, situada no sul da cidade, acusadas de torturarem e doparem crianças com medicamentos.

Policiais Civis da DAM receberam denúncias com as graves acusações. A titular da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), Sayara Quinteiro Martins Baetz, explicou que a prisão ocorreu após denúncias e investigação minuciosa. Primeiro, uma criança havia relatado agressões. “Fomos informados que elas ministravam medicamentos para as crianças dormirem e ocorriam as agressões”, revela.

A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia de Atendimento a Mulher de Naviraí.

 

Com a denúncia, a DAM obteve resposta favorável da Justiça ao pedido de captação de imagens, para conseguir provas do crime. “Foi colocado equipamento e feito o monitoramento na segunda-feira, quando conseguimos ver as agressões”, pontua a delegada.

A investigação revela que uma funcionária ministrava medicamento que dava sonolência nas crianças. As imagens obtidas com a captação mostram a proprietária, que também era cuidadora da creche, batendo a cabeça das vítimas contra o sofá. “Além disso, colocava pano na boca das crianças para não chorarem”, descreve Sayara.

A delegada não informou o número de vítimas. Havia bebês e crianças em torno de 2 anos no local, sendo atendidas um total de quase 40 crianças.

As presas foram interrogadas e a polícia segue com oitiva de testemunhas nesta terça-feira (11). As informações foram reiteradas há pouco pela delegada Sayara em entrevista à imprensa.

A notícias choca a população de Naviraí e, ao mesmo tempo, causa grande repercussão na cidade e também na região, levando em consideração que fatos desta natureza dificilmente são registrados pela polícia local. As acusadas, a proprietária e uma das cuidadoras permanecem presas. Outra atendente também será responsabilizada por omissão, pois, mesmo não participando diretamente das agressões, nada fez para impedir os maus tratos às crianças.

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