Chuva com picos de 42 mm deixa muitos estragos em Campo Grande em menos de uma hora de temporal

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Cratera na barragem do Lago do Amor aumentou durante temporal desta sexta-feira e rua virou uma “cachoeira”

Em campo Grande, em poucos minutos de chuva e ventos fortes na tarde desta sexta-feira, foram registrados estragos na infraestrutura da cidade.

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, choveu na Capital cerca de 21,2 milímetros e os ventos chegaram a atingir 59,5 km/h.

No momento da chuva, a temperatura, que estava em 32ºC, caiu para 22ºC, em cerca de 13 minutos de temporal.

Ainda de acordo com as informações do meteorologista, caíram 255 raios em Campo Grande, e a região do Bairro Santa Luzia foi onde mais choveu, com acumulado de 42 mm.

Enchentes, inundações e quedas de árvores ocorreram por várias regiões da cidade nesta sexta-feira.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram atendidas ocorrências durante a chuva nos bairros Parati, Doutor Albuquerque e Aero Rancho, onde foram registradas duas quedas de árvores e um alagamento.

Em bairros como Vila Carlota e Jockey Club, na região da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e na Rua da Divisão com a Rua do Piano, o temporal veio acompanhado de ventos muito fortes, que derrubaram árvores.

Na Avenida Costa e Silva, um alagamento em frente ao supermercado Atacadão causou congestionamento no trânsito da região.

Os motoristas que se aventuraram a passar pelo local alagado pela enxurrada ficaram presos e precisaram ser guinchados por outros veículos para sair do local.

A reportagem do Correio do Estado conversou com o motorista que teve o seu carro guinchado por uma caminhonete na avenida. A água da chuva invadiu o carro do homem, que é motorista de aplicativo, inundando o banco de trás, onde uma mulher e uma criança estavam como passageiros.

O motorista, que não quis se identificar, cancelou a viagem de seus passageiros porque precisou tirar toda a água acumulada dentro do carro com um copo de plástico, em uma rua adjacente à avenida.

Com o fim da chuva forte, em pouco tempo o alagamento cessou e o trânsito foi liberado pela equipe da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

LAGO DO AMOR

Há três meses, uma parte da barragem que ficava na Avenida Filinto Müller no lado oposto ao Lago do Amor já estava interditada, em razão de uma forte chuva que havia atingido a região no dia 5 de janeiro.

Nesta semana, a Prefeitura de Campo Grande informou que repararia o local danificado a um custo de R$ 3,8 milhões. No entanto, com a chuva desta sexta-feira, a situação ficou ainda mais crítica na passarela de pedestre do Lago do Amor e na cratera formada após a queda da barragem, que vinha ganhando novas proporções a cada precipitação.

Desta vez, a cratera engoliu parte da ciclovia.

O trecho da Avenida Filinto Müller que fica em frente ao lago encheu de água, a um ponto que transformou a cratera interditada em uma verdadeira “cachoeira”.

Também foi observado no local que na parte onde a passarela não foi tomada pela água da chuva havia novas rachaduras, que podem ocasionar desmoronamentos em todo o trecho da avenida.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou à reportagem que a obra no Lago do Amor, que estava programada para começar nesta segunda-feira, iniciará como planejado.

Reportagem do Correio do Estado já havia mostrado que estudos do Laboratório de Hidrologia, Erosão e Sedimentos (Heros), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e da Hidrosed Engenharia apontavam que o processo de assoreamento do Lago do Amor está diminuindo a capacidade de armazenamento de água no local e, por este motivo, as inundações na avenida estão se tornando mais frequentes.

Na UFMS, também houve alagamento no bloco 6 da instituição. A universidade informou que foram situações pontuais, que houve manutenção no local e que não foram ocasionados danos às pessoas.

Saiba: Mesmo com a ciclovia e trecho da Avenida Filinto Müller inundados pela água da chuva, ciclistas, motociclistas e motoristas de carro continuaram atravessando o local, que corre risco de desmoronamento.

(Fonte: Correio do Estado)

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