Em análise ao pedido, o juiz responsável pelo caso concordou com a defesa e reforçou que com o fim das investigações, não havia mais risco do ex-secretário tentar influenciar o depoimento da vítima e das testemunhas. Com isso, entendeu que medidas cautelares seriam suficientes para garantir a aplicação da lei pelo crime.
Para sair do Estabelecimento Penal Máximo Romero, em Jardim, Renato terá que colocar tornozeleira eletrônica e seguir algumas determinações, como recolhimento noturno às 20 horas, manter o endereço sempre atualizado e comparecer a todos os atos do processo.
Além disso, o ex-secretário deve permanecer a uma distância de 250 metros da vítima, não falar com ela em hipótese alguma e nem os familiares por qualquer meio de comunicação. O descumprimento de qualquer uma das determinações pode mandar Renato de volta para a cadeia.
Em 2019, Vidigal foi denunciado pela Justiça de Mato Grosso do Sul por desviar recursos públicos destinados à aquisição de alimentação hospitalar para pacientes internados e acompanhantes entre os anos de 2017 e 2018, tempo em que o suspeito ficou à frente da secretaria municipal de Saúde de Dourados.
À época, de acordo com o Ministério Público, Vidigal e mais quatro pessoas, duas delas funcionárias da Secretaria de Saúde e uma gerente da Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), agiram em conjunto com o propósito de desviar recursos destinados à contratação de empresa especializada no fornecimento de alimentação hospitalar. Para isso, eles teriam fraudado um processo licitatório, falsificaram documentos e subornaram empresa para que não participasse da licitação.