-Após empate no tempo normal do Superclássico, River consegue a virada na prorrogação e fica com o título-

A Libertadores de 2018, enfim, tem um campeão. Neste domingo (09-12), em um jogo cheio de emoções, o River Plate venceu o Boca Juniors por 3 a 1 na prorrogação e conquistou a taça pela quarta vez na história, após vencer em 1986, 1996 e 2015.

Após sair atrás no placar com o gol de Benedetto, o River empatou com Pratto empatou no segundo tempo. Quintero, com um belo gol no início do segundo tempo da prorrogação, e Pity Martínez, dos acréscimos finais, garantiram a vitória do River.

Ao contrário do que ocorreu no Monumental de Nuñez, quando uma confusão impediu a realização do segundo jogo, a partida no Santiago Bernabéu ocorreu sem problemas em Madri.

Os torcedores argentinos levaram o clima sul-americano à Europa, mas o Bernabéu, com pouco mais de 62 mil pessoas, não ficou lotado.

Primeiro tempo

Ao contrário do jogo em La Bombonera, a segunda partida começou com os dois times marcando muito e deixando poucos espaços ao rival.

O River tinha mais posse de bola, mas cometia erros na defesa.

Em uma bobeira de Ponzio, aos 27′, o zagueiro do River cometeu falta na entrada da área. Benedetto cobrou rasteiro, a bola pegou na barreira e sobrou para Pérez que finalizou cruzado e, após desvio na defesa, quase entrou.

O River só consegui levar perigo quando o Boca atacava e deixava espaços para o contra-ataque, como aos 40′, em lance que terminou com finalização ruim de Martínez.

E foi num contra-ataque, mas do Boca, que saiu o primeiro gol do jogo. Nández deu um passe preciso para Benedetto, que limpou a marcação e bateu firme na saída de Armani para fazer 1-0.

Segundo tempo

O River continuou com mais posse de bola, mas conseguiu criar mais perigo ao gol adversário no início do segundo tempo.

Aos 10′, após dividida entre Pratto e o goleiro Andrada, do Boca, na área, os jogadores do River pediram pênalti, mas o árbitro marcou lance perigoso do atacante.

A superioridade do River na segunda etapa resultou no gol aos 67′. Após ótima triangulação, Palacios encontrou Pratto sozinho no meio da área. O centroavante só rolou para o fundo do gol para empatar.

Aos 79′, o Boca teve a melhor oportunidade de empatar em uma falta indireta dentro da área, após jogo perigoso de Pinola. Olaza, no entanto, acertou na barreira. Com a igualdade, o jogo foi para a prorrogação.

Prorrogação

Os 30 minutos finais começaram difíceis para o Boca, que perdeu Barrios expulso logo no início, após uma entrada dura em Palacios. Com um a menos, Schelotto foi obrigado a recompor a defesa com Jara no lugar de Villa.

Gallardo, por sua vez, colocou o River mais à frente com Álvarez no lugar de Palacios.

O River foi todo ataque no primeiro tempo da prorrogação. A melhor chance saiu dos pés de Pity Martínez, aos 101′, com chute que passou perto do gol de Andrada.

Os jogadores do Boca ganharam todo o tempo que puderam para amarrar o jogo e tentar forçar a decisão nos pênaltis.

Mas o River chegou ao segundo aos 108′. Quintero recebeu após boa jogada trabalhada e finalizou colocado, com precisão, para fazer 2-1.

Tevez entrou no jogo e, no lance seguinte o Boca foi ao ataque. Após o desvio de Nandez, Mayada desviou para trás e quase marcou contra, para desespero da torcida do River.

Com seis minutos por jogar, o goleiro Andrada passou a ir ao ataque para tentar o gol de cabeça. Mas aí foi a vez de o River segurar a bola e administrar a vantagem para ficar com o título.

Mas o Boca quase marcou aos 119′ quando Jara finalizou e, após um desvio, a bola bateu na trave. O Boca foi com todos para a área, mas acabou castigado com um gol de Pity Martínez, que aproveitou o contra-ataque e, sem goleiro, marcou o terceiro.

Foi a quarta conquista da Libertadores da história da equipe de Buenos Aires, certamente a mais comemorada, por ser contra o maior rival.

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