-Vereadora tem cinco assinaturas, mas precisa de sete para instaurar procedimento na Câmara-

A vereadora Daniela Hall (PSD) pediu ontem na tribuna da Câmara de Dourados a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nos contratos da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados).

Para a abertura do processo, a parlamentar precisa de sete assinaturas de vereadores. Por enquanto cinco já assinaram. São eles: a autora do pedido, Daniela Hall, a vereadora Lia Nogueira (PL) e os vereadores Madson Valente (DEM), OIavo Sul (Patriota), Elias Ishy (PT). A vereadora espera que até a próxima sessão ela consiga sensibilizar mais dois parlamentares para apoiar a medida.

Segundo Daniela, enquanto a Saúde de Dourados caminha para um colapso, sem médicos, sem medicamentos, sem exames, com salário dos profissionais atrasados, a única medida anunciada pela Prefeitura foi a de uma intervenção na Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud) que tem prazo para terminar em seis meses. A prefeita tem anunciado que não fará qualquer ação na saúde enquanto não terminar essa auditoria.

“Dourados não pode esperar esse tempo porque são vidas que estão se perdendo. Estive nos hospitais em visitas noturnas com os vereadores Marcelo Mourão e Lia Nogueira e o que vimos foi um verdadeiro sinônimo de descaso dessa administração com a Saúde. Na semana passada nós propomos para que a prefeitura revisse essa decisão de nada fazer pela Saúde antes da intervenção. Nada foi feito porque a prefeita saiu em viagem. Enquanto isso Dourados caminha para o caos. Não dá para esperar a prefeita voltar de viagem para decidir o futuro de nossa cidade”, destacou.

Segundo a vereadora, a Comissão Parlamentar de Inquérito será importante para que a Câmara possa fazer uma investigação mais profunda nos contratos da Saúde. “A Prefeitura reclama da falta de recursos, porém há quatro relatórios de auditorias realizadas pela Controladoria Geral da União apontando desvios de dinheiro público, seja no fornecimento de marmitas, lavanderia, UTI e plantões médicos da Saúde. Sem contar as cinco operações policiais que ocorreram na Prefeitura durante essa gestão. Quando nós vereadores questionamos, o que recebemos são argumentos desencontrados, para não dizer mentirosos”, destaca.

Daniela acredita que o pedido de CPI ouve o clamor público que vem das ruas. Ela também enfatizou que não foi eleita para ser omissa e que apesar de saber que poderá sofrer retaliações por parte da administração que, inclusive, colocam seu destino político em risco, não vai se curvar aos desmandos dessa gestão.

“As pessoas nos encontram nas ruas e perguntam o que estamos fazendo? O que adianta só falar, falar e falar na tribuna e não agir? A única forma de agir, dentro da legislação é a de propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito para que a gente possa saber o porquê não se tem dinheiro na Saúde. Queremos identificar onde estão os recursos dos insumos, medicamentos, exames, além do dinheiro do FGTS que não é depositado na conta dos servidores desde junho de 2017. Onde está o dinheiro para o pagamento do salário dos médicos que está há dois meses em atraso? Por isso conclamo que mais dois vereadores dessa Casa se levantem e façam coro a voz que vem das ruas e assinem nosso pedido de CPI”.

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